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Aconteceu

Grupo criminoso no DF usava cadastros e rifas para organizar ações

Material cedido ao Metrópoles

Um grupo conhecido como “Faculdade de Brasília” foi identificado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) durante a Operação Jubilados. Esse grupo, formado por cerca de 80 integrantes, era utilizado para coordenar várias atividades do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Distrito Federal.

Apesar do nome que sugere uma organização acadêmica, o título era uma forma de disfarçar os reais objetivos do grupo. As investigações revelaram que o grupo discutia assuntos como armamento, cadastro de membros, identificação de inimigos e arrecadação de recursos por meio de rifas.

De acordo com o delegado-chefe adjunto Jorge Teixeira de Lima, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor), e a delegada Agatha Natasha Santos, que conduziram as investigações, o grupo funcionava por meio do aplicativo WhatsApp, onde cada integrante possuía funções específicas dentro da organização criminosa.

O grupo mantinha dois cadastros principais: o “livro branco” e o “livro preto”. O primeiro registrava novos membros que precisavam ser indicados por um integrante já ligado à facção, conhecido como “padrinho”. Já o “livro preto” era utilizado para listar inimigos, geralmente rivais de outras facções, identificados com o termo “lixo”.

Além dos cadastros, a organização promovia rifas para arrecadar dinheiro. Conforme explicou a delegada Agatha Natasha Santos, os valores coletados eram destinados ao suporte das famílias dos membros presos, fornecendo itens essenciais como alimentos e roupas.

O grupo também contava com um setor dedicado ao armamento, liderado por um membro chamado “geral do paiol”, responsável pelos assuntos relacionados às armas.

Na manhã do dia 8 de outubro, a Operação Jubilados foi deflagrada em conjunto pela PCDF e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Distrito Federal (FICCO/DF). Foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão temporária, em 10 regiões administrativas do Distrito Federal, incluindo São Sebastião, Itapoã, Samambaia, Sol Nascente, Ceilândia, Santa Maria, Candangolândia, Gama, Planaltina e Estrutural. A operação também teve desdobramentos em Águas Lindas de Goiás e nas cidades de Sorocaba e Indaiatuba, em São Paulo.

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