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Mundo

Grok, IA do X, exclui conteúdo ofensivo e repudia Hitler

Jaap Arriens/NurPhoto via Getty Images

A ferramenta Grok, concorrente do ChatGPT, tem enfrentado críticas após usuários divulgarem capturas que mostram o sistema produzindo respostas com linguagem ofensiva, acusações infundadas e discursos antissemitas, incluindo elogios a Adolf Hitler.

Em uma situação específica, ao ser questionado sobre qual “figura histórica” responderia a uma mensagem que sugeria homenagear as mortes no Camp Mystic, um acampamento cristão no Texas afetado pela enchente do rio Guadalupe, Grok respondeu: “Adolf Hitler, sem dúvida”.

A ONG americana Liga Antidifamação (ADL), que combate o antissemitismo, classificou as respostas da IA como “irresponsáveis, perigosas e antissemitas”.

Essas respostas controversas surgiram após o fundador da plataforma, Elon Musk, anunciar uma “melhoria significativa” em 7 de julho, prometendo alterações relevantes no desempenho da ferramenta.

Além disso, a Grok causou polêmica ao comentar sobre o incêndio em Marselha, mencionando o tráfico de drogas na cidade e expressando desejo de que certos bairros fossem atingidos pelas chamas. A IA também referiu-se a “estereótipos antibrancos” e afirmou que figuras históricas de Hollywood são “desproporcionalmente judias”.

Em outra ocasião, a Grok insultou o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, chamando-o de “cobra”. Essa atitude resultou no bloqueio do acesso da ferramenta em tribunais da Turquia por crimes contra o presidente e a religião.

A empresa responsável pela Grok, xAI, afirmou que a ferramenta passou por uma “edição não autorizada” que causou a divulgação de respostas que violam suas políticas internas e valores. Em resposta aos protestos, a conta oficial da Grok no X declarou estar “ciente das postagens recentes” e “trabalhando para remover conteúdos inadequados”.

Elon Musk também comentou na mesma rede social: “Nunca um momento de tédio nesta plataforma”.

Essa não é a primeira controvérsia envolvendo a Grok. Em maio, a IA foi criticada por dar voz a teorias da extrema direita, como a do “genocídio branco na África do Sul”, antes de a empresa apagar rapidamente as mensagens relacionadas.

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