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sexta-feira, 27/03/2026

Gripe grave cresce e alcança 24 mil casos no país, diz Fiocruz

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FOLHAPRESS

Em todo o Brasil, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) têm aumentado nas últimas seis semanas, conforme o último boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado em 26 de janeiro. O crescimento é puxado principalmente pelo aumento de internações por influenza A, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR).

Até o momento, em 2026, foram registrados 24.281 casos de Srag, dos quais 9.443 (38,9%) tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. Outros 9.951 (41%) casos tiveram resultados negativos, enquanto cerca de 3.085 (12,7%) ainda aguardam resultado.

Das 27 unidades da federação, 22 estão em situação de alerta, risco ou alto risco de atividade viral nas últimas duas semanas, incluindo estados como Rio de Janeiro, Acre, Amazonas, Pará, Amapá e outros. Nas capitais, a situação é semelhante, com 22 em alerta ou risco.

Tipos de vírus e grupos afetados

O rinovírus, conhecido por causar resfriado, é o principal motivo do aumento das hospitalizações entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Para jovens, adultos e idosos, a influenza A é a maior causa de casos graves.

Nas últimas quatro semanas, o rinovírus representou 45% dos casos positivos, seguido por influenza A (27,8%), VSR (14,6%), vírus Sars-CoV-2 (9,1%) e influenza B (1,4%). Entre as mortes, a influenza A lidera com 35,9% dos registros, seguida pela Covid-19 (29,1%) e rinovírus (27,2%).

O VSR é responsável por bronquiolite e pneumonia, especialmente em bebês, aumentando casos em crianças menores de dois anos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O metapneumovírus eleva casos em crianças pequenas no Distrito Federal e em Minas Gerais.

Alguns estados, como Pará, Ceará e Pernambuco, mostram sinais de estabilização dos casos de influenza A, mas em outras regiões, os casos continuam crescendo.

Cristiano Gamba, infectologista do Hospital Samaritano Paulista da Rede Américas, ressalta a precoce chegada do surto, já que os vírus respiratórios normalmente aumentam no outono e inverno. Ele destaca que a vacina contra a gripe não cobre rinovírus e VSR, tornando a vacinação importante, porém insuficiente para conter o cenário atual.

O Ministério da Saúde lançará a campanha nacional de vacinação contra a gripe em 28 de janeiro, incluindo o Dia D. A vacina estará disponível nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, com a região Norte seguindo calendário distinto devido à sazonalidade.

Inicialmente, o público prioritário, como crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos e profissionais de saúde, receberá a vacina. Outros grupos, como professores, podem ser incluídos conforme decisão dos estados. A campanha vai até 30 de maio.

Em 2025, a vacinação ficou muito abaixo da meta de 90%, com adesão próxima a 40% entre grupos prioritários, resultado insuficiente para a proteção desejada.

Para proteger-se, especialistas recomendam evitar locais muito cheios, principalmente para pessoas com maior risco. Quem apresentar sintomas de gripe deve permanecer em casa ou, se necessário sair, utilizar máscara adequada, como cirúrgica ou PFF2/N95 quando possível.

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