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quarta-feira, 07/01/2026

Governo vai acompanhar saúde na fronteira com Venezuela

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O Ministério da Saúde enviou uma equipe da Força Nacional do SUS para Roraima, que faz fronteira com a Venezuela. A missão é verificar as condições de saúde, como hospitais, profissionais, vacinas e equipamentos.

O ministério informou que está preparando um plano para lidar com possíveis problemas causados pelo aumento da chegada de migrantes na região, após um ataque feito pelos Estados Unidos.

“Até agora, o número de pessoas vindo para a região está estável”, disse o ministério.

As equipes têm experiência em emergências e estão avaliando se os hospitais atuais podem ser ampliados.

Se necessário, hospitais temporários serão montados para ajudar o sistema público de saúde local.

O Ministério da Saúde também se colocou à disposição da Organização Pan-Americana da Saúde para ajudar com medicamentos e materiais, especialmente porque o principal centro de distribuição na cidade de La Guaira, Venezuela, foi destruído após um ataque.

O ministério destacou que o SUS oferece atendimento médico completo a todos em território brasileiro, inclusive aos imigrantes, independentemente de sua situação migratória ou nacionalidade.

Contexto

No sábado (3), várias explosões foram registradas em Caracas, capital da Venezuela. Durante o ataque militar liderado pelos Estados Unidos, o presidente Nicolas Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados para Nova York.

Esta ação é mais uma intervenção direta dos EUA na América Latina. A última vez que os EUA invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando capturaram o então presidente Manuel Noriega, acusado de tráfico de drogas.

Como no caso de Noriega, os EUA acusam Maduro de comandar um suposto cartel chamado De Los Soles, mas não apresentaram provas. Especialistas duvidam da existência do cartel.

O governo do presidente Donald Trump chegou a oferecer uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

Críticos dizem que essa ação busca afastar a Venezuela de países como China e Rússia, rivais dos EUA, além de ter controle sobre as grandes reservas de petróleo venezuelanas.

Informações da Agência Brasil.

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