O setor público, que inclui o governo central, estados, municípios e empresas públicas, teve uma sobra de dinheiro de R$ 103,7 bilhões em janeiro, segundo informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira, 27. Esse valor é maior do que a média das previsões feitas pelo mercado, que era de R$ 102 bilhões.
Esse é o melhor resultado para um mês de janeiro desde 2024, quando a sobra foi de R$ 102,1 bilhões. No entanto, em janeiro de 2025, houve um déficit de R$ 104 bilhões.
Dentro desse total, o governo central (Tesouro Nacional, BC e INSS) teve uma sobra de R$ 87,3 bilhões. Os estados e municípios também registraram saldo positivo, com R$ 21,3 bilhões, enquanto as empresas públicas apresentaram um déficit de R$ 4,9 bilhões.
Separadamente, os estados tiveram um saldo positivo de R$ 16,8 bilhões e os municípios, R$ 4,5 bilhões.
Resultado nominal
O setor público consolidado teve um superávit nominal de R$ 40 bilhões em janeiro, após um déficit de R$ 115,5 bilhões em dezembro. O déficit nominal do setor público nos últimos 12 meses chegou a R$ 1,086 trilhão, o que representa 8,49% do Produto Interno Bruto (PIB).
O resultado nominal demonstra a diferença entre as receitas e despesas do setor público, incluindo o pagamento dos juros da dívida.
O governo central registrou um superávit nominal de R$ 33,5 bilhões em janeiro, os governos regionais somaram R$ 12 bilhões, e as empresas públicas apresentaram um déficit nominal de R$ 5,4 bilhões.
Saldo nos últimos 12 meses
Nos 12 meses até janeiro, o setor público consolidado teve um déficit primário de R$ 55,4 bilhões, equivalente a 0,43% do PIB. Esse percentual se manteve estável em relação a dezembro do ano passado.
O governo central registrou um déficit primário de R$ 54,6 bilhões, ou 0,43% do PIB, enquanto os estados tiveram um superávit de R$ 2 bilhões e os municípios, de R$ 6,9 bilhões. Já as empresas públicas fecharam com saldo negativo de R$ 9,7 bilhões.
Estadão Conteúdo.

