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sábado, 21/03/2026




Governo preocupado com alta do petróleo e busca minimizar impacto para Lula

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Em Brasília

Aumento nos preços do petróleo devido ao conflito entre Estados Unidos e Irã está gerando preocupação no governo Lula (PT) e na liderança do partido, que temem que isso afete o custo dos combustíveis durante a campanha eleitoral. Se a gasolina e o diesel de fato subirem, pode crescer o descontentamento com o presidente.

O preço do barril de petróleo Brent, que é uma referência mundial, subiu de US$ 72 no final de fevereiro para quase US$ 120 no início de maio, um aumento de 66%. Os preços têm variado muito, estando abaixo dos US$ 100 em alguns momentos.

Importadoras de combustível pressionam a Petrobras para ajustar os preços, afirmando que há uma diferença significativa entre preço atual e custo real dos combustíveis.

O governo planeja atribuir responsabilidade à oposição, que apoiou os Estados Unidos no conflito, e à privatização da BR Distribuidora no governo anterior, que reduziu o controle estatal sobre os preços.

Um membro do PT acredita que o efeito do aumento dos combustíveis pode prejudicar mais a eleição do que as denúncias envolvendo o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

Pesquisa recente apontou rejeição próxima para o presidente Lula e para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com ambos empatados tecnicamente no segundo turno.

O debate sobre como o aumento do petróleo pode afetar a avaliação do governo se intensificou após o preço do barril ultrapassar os US$ 100.

Pedro Uczai, líder do PT na Câmara, declarou que o mundo todo está preocupado e não sabe até quando a Petrobras conseguirá manter os preços atuais dos combustíveis. Ele reforça que a oposição deve ser responsabilizada, sobretudo pelo apoio à guerra e pela privatização da BR Distribuidora.

Arlindo Chinaglia, líder da maioria na Câmara, defende que a oposição não tem base para culpar o governo, lembrando que aumentos em combustíveis já ocorreram com o governo anterior sem existirem conflitos.

A alta dos combustíveis foi um dos maiores motivos de rejeição ao governo passado, mas o cenário foi suavizado após cortes nos impostos estaduais antes das eleições, embora isso tenha gerado um custo elevado para o governo atual.

Petistas também temem impactos econômicos mais amplos causados pela guerra, como juros elevados por mais tempo e aumento nos preços de alimentos e serviços devido ao transporte mais caro.

Contudo, membros do governo destacam que a alta nos combustíveis pode aumentar a arrecadação com royalties e dividendos da Petrobras, o que ajudaria a equilibrar as contas públicas.




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