O governo federal está considerando liberar até R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como parte de um conjunto de medidas para diminuir as dívidas das famílias brasileiras.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que a Caixa Econômica Federal (CEF) não liberou todo o valor autorizado no ano passado, resultando em um saldo de R$ 7 bilhões. O governo está buscando formas para liberar essa quantia agora.
Segundo o MTE, cerca de 10 milhões de trabalhadores devem receber esse valor, que é um direito legítimo deles.
Contexto da Liberação do FGTS
No ano anterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou medidas provisórias para liberar valores retidos do FGTS para trabalhadores demitidos e com restrições de saque devido à lei do saque-aniversário. Foram liberados R$ 20 bilhões para 26 milhões de trabalhadores.
A Caixa Econômica afirmou que segue as determinações legais e do Conselho Curador do FGTS para a liberação dos recursos.
Ações do Governo para o Endividamento
Desde março, o governo tem focado no alto nível de endividamento das famílias brasileiras. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que encontre soluções para a situação.
Reuniões entre ministérios e entidades financeiras têm sido realizadas para propor um pacote de medidas. Essas ações incluirão linhas de crédito e renegociação de dívidas para famílias, trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas.
Nível de Endividamento Atual
O endividamento das famílias está próximo do maior nível já registrado. Dados recentes do Banco Central apontam que, em janeiro de 2026, o endividamento atingiu 49,7% da renda, quase igualando o recorde histórico de 49,9% registrado em julho de 2022.

