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segunda-feira, 09/03/2026




Governo permite uso de hospitais privados para acelerar cirurgias bariátricas no SUS

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Em Brasília

Deputado Vanderlan Alves apresentou o Projeto de Lei 6626/25 que cria o Programa Nacional para ampliar o acesso à cirurgia bariátrica e metabólica. A medida autoriza estados e municípios a contratar hospitais e clínicas privadas para realizar essas cirurgias como complemento à rede pública, quando esta não conseguir atender toda a demanda.

O objetivo é diminuir o tempo de espera e reduzir problemas de saúde graves relacionados à obesidade, aproveitando a capacidade disponível no setor privado para ajudar o Sistema Único de Saúde (SUS).

Funcionamento do Programa

As secretarias de saúde poderão fazer convênios ou contratos com instituições privadas. A prioridade será dada a entidades filantrópicas, mas clínicas privadas com fins lucrativos também poderão participar, caso seja necessário.

O acesso às cirurgias na rede privada será regulado exclusivamente pelo SUS, seguindo a lista única de espera e os critérios clínicos, como risco cardiovascular, diabetes e dificuldades de locomoção.

Requisitos para as Clínicas

Para participar, as clínicas privadas deverão oferecer todo o suporte necessário, incluindo avaliação multiprofissional antes da cirurgia, estrutura de UTI e atendimento emergencial, além de acompanhamento a longo prazo após a operação.

Justificativa do Projeto

Deputado Vanderlan Alves destaca que a obesidade é um problema de saúde pública que gera custos elevados ao governo, devido a tratamentos de complicações como hipertensão e problemas articulares. Ele afirma que a atual estrutura do SUS está sobrecarregada por urgências, o que atrasa as cirurgias bariátricas.

Segundo o deputado, a proposta não cria privilégios nem filas paralelas, e respeita a autonomia dos estados. Pelo contrário, organiza e incentiva uma política pública necessária para ampliar o acesso à cirurgia com segurança e controle.

Transparência e Controle

Os governos que aderirem ao programa deverão divulgar relatórios com número de pacientes atendidos, tempo médio de espera e lista de clínicas contratadas, garantindo transparência.

Próximos Passos

A proposta será analisada pelas comissões de Saúde; Finanças e Tributação; além de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisará ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.




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