O governo federal decidiu parar os estudos sobre a concessão das hidrovias nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins, que ficam na região da Amazônia, devido à pressão feita pelos povos indígenas que são contra esses projetos. A decisão foi oficializada no Decreto nº 12.856, publicado no Diário Oficial da União no dia 24 de fevereiro de 2026, que cancelou o que tinha sido estabelecido pelo Decreto nº 12.600.
A notícia foi dada no dia 23 de fevereiro pelos ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas. Eles ressaltaram que o governo está comprometido a ouvir os povos originários. Guilherme Boulos afirmou que este é um governo que respeita as opiniões do povo, dos trabalhadores e dos povos indígenas, e que chegou a rever sua própria decisão para entender e considerar o ponto de vista desses povos. Ele destacou que este governo não passa por cima da floresta nem dos povos originários.
As principais reclamações vieram das comunidades indígenas que vivem no Baixo Tapajós, perto de Santarém, no oeste do Pará. Em protesto contra o decreto anterior, os indígenas ocuparam o escritório da empresa multinacional Cargill, localizado no Porto de Santarém, às margens do rio. Houve também manifestações em Brasília e São Paulo, onde os indígenas permaneceram acampados por alguns dias.

