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Brasil

Governo investiga aumento de incêndios criminosos na Amazônia

Vinícius Mendonça/Ibama

O governo federal está investigando uma possível ação criminosa que tem causado o aumento dos incêndios no Amazonas, segundo afirmou o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco. Essa situação pode estar relacionada ao segundo turno das eleições presidenciais.

Desde o começo do mês, o número de focos de incêndio no Amazonas quase dobrou em comparação com o mês anterior, afetando a capital Manaus, que está coberta por fumaça há vários dias.

A maior floresta tropical do mundo enfrenta ainda a ameaça do fenômeno climático El Niño, que causa aumento de temperatura e períodos de seca na região.

João Paulo Capobianco fez um voo sobre as áreas atingidas e observou centenas de focos de incêndio em áreas de floresta preservada, afastadas das zonas agrícolas, indicando que esses incêndios não são resultado de queimadas agrícolas fora de controle, mas sim ações criminosas organizadas para degradar áreas protegidas e ocupar terras ilegalmente.

Ele ressaltou que os responsáveis estão agindo de forma organizada e intensa. Além disso, há uma possibilidade de ligação desses incêndios com o período eleitoral, tema que está sendo investigado.

O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, criticou recentemente os incêndios no Amazonas e acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de negligência.

O Brasil irá eleger seu presidente no próximo dia 25 de outubro, entre Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

João Paulo Capobianco está programado para retornar a Manaus com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, além de agentes da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência para identificar os responsáveis pelos incêndios. A polícia do Amazonas também está investigando o caso.

Manaus envolta em fumaça

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais indicam que o Amazonas teve 1.608 focos de incêndio desde o começo do mês, contra 874 em outubro do ano anterior. Em setembro, o estado registrou mais de 3.700 focos, quase quatro vezes mais que no ano passado.

Apesar desses números, eles ainda estão próximos dos níveis mínimos históricos de 2025.

A fumaça tem prejudicado a qualidade do ar em Manaus, com 2,3 milhões de habitantes, levando a prefeitura a fechar as escolas públicas desde sexta-feira passada.

O governo federal enviou 11 aviões e cerca de 300 brigadistas para tentar controlar os incêndios, com a expectativa de melhoria nos próximos dias.

João Paulo Capobianco destacou que o desmatamento na Amazônia diminuiu pela metade entre 2022 e 2025.

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