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Brasil

Governo intensifica ações contra assédio e violência pós-eleições 2026

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto

Após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, o governo federal tomou medidas para conter casos de assédio eleitoral e episódios de violência relacionados ao pleito. Uma força-tarefa foi criada para combater práticas de assédio no ambiente de trabalho e investigar ameaças e agressões associadas ao processo eleitoral.

A força-tarefa reúne órgãos como o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público do Trabalho (MPT), Advocacia-Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ministério Público Eleitoral (MPE) e Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Recentemente, surgiram relatos nas redes sociais sobre empresários incentivando a demissão de funcionários que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que motivou a ação governamental.

Para facilitar denúncias de discriminação por posição política ou voto, o MTE criou um canal específico, além de lançar uma campanha para incentivar relatos de coação e ameaça no trabalho. Usuários recebem orientações via notificações no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. O governo avalia ainda criar uma “lista suja” para empregadores que cometem irregularidades.

Em outubro, houve cerca de 2,3 mil denúncias de assédio eleitoral, contou o Ministério Público do Trabalho, que já solicitou à Meta — dona do Instagram, Facebook e WhatsApp — a remoção de conteúdos que incentivem demissões por motivo político. A Justiça do Trabalho determinou a retirada dessas publicações em até 24 horas.

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Além do assédio, o governo também age para conter a onda de violência contra apoiadores de Lula. Entre 24 e 28 de outubro, foram registrados 45 crimes relacionados à eleição, com 47 vítimas, das quais dez faleceram, incluindo casos de ameaças, agressões e intimidações.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública acionou corregedorias de polícias estaduais e do Distrito Federal para investigar a conduta de agentes de segurança. Também foram relatadas ocorrências de violência contra povos indígenas. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) apontou mais de 30 casos envolvendo indígenas no contexto eleitoral.

Em Mato Grosso do Sul, comunidades Guarani Kaiowá relataram aumento da violência após as eleições, como assassinatos, atropelamentos, ataques e ameaças às fontes de água usadas pelas famílias indígenas. O Ministério dos Povos Indígenas acionou a Polícia Federal para acompanhar as investigações.

As pastas dos Direitos Humanos e Cidadania e Igualdade Racial trabalham em conjunto para garantir a apuração dessas denúncias. O Ministério dos Povos Indígenas ressaltou, em nota, que os relatos indicam possíveis ameaças à vida e à segurança dos indígenas, além de manifestações de discriminação e incitação ao ódio contra esses povos.

Fonte: Metrópoles

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