O governo concluiu o evento chamado roadshow para explicar e preparar o leilão de venda do Aeroporto Internacional do Galeão, localizado no Rio de Janeiro. Este evento terminou na quinta-feira (5) e contou com a participação de seis empresas interessadas, que participaram de reuniões importantes para entenderem o processo antes do leilão, que acontecerá no dia 30 de março na B3, em São Paulo.
A realização do roadshow foi coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em conjunto com a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República, e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Durante as reuniões, foram apresentados os detalhes do projeto, explicando como será o leilão, as regras do contrato e as expectativas sobre a operação e o desenvolvimento econômico do aeroporto.
Daniel Longo, secretário Nacional de Aviação Civil, ressaltou que essas reuniões foram essenciais para garantir segurança e clareza para as empresas interessadas. Ele destacou que o diálogo foi qualificado e aumentou a confiança dos investidores no sucesso do leilão do Galeão.
Daniel Longo também mencionou que o número de empresas presentes no roadshow não representa o total de possíveis investidores, pois algumas têm experiência e conhecimento suficientes para dispensar essa etapa. Todos os documentos e informações técnicas estão disponíveis publicamente, permitindo que interessados façam perguntas por escrito.
O próximo passo será uma sessão pública para esclarecer dúvidas, marcada para o dia 26 de fevereiro, às 10h, no auditório da B3, com transmissão online. Quem quiser participar presencialmente deve enviar nome e documento até 20 de fevereiro de 2025 para o e-mail indicado.
Este leilão é fruto de um acordo aprovado pelo Tribunal de Contas da União, que ajudou a equilibrar as finanças da concessão, atualizou cláusulas importantes e garantiu a retomada dos investimentos essenciais no aeroporto.
A competição para o leilão estará aberta a todas as empresas do mercado. Contudo, segundo o acordo, os acionistas privados atuais, as empresas Changi (de Cingapura) e Vinci (da França), que possuem 51% da RIOgaleão, deverão apresentar pelo menos uma proposta mínima no leilão para participar da disputa.
O valor mínimo para participação no leilão será de R$ 932 milhões, a ser pago à vista. A vencedora se comprometerá a pagar à União uma porcentagem variável de 20% do faturamento bruto anual da concessão até o ano de 2039. Além disso, a vencedora será a única responsável pela gestão do terminal, pois o acordo elimina a participação da Infraero na concessão.
*Informações fornecidas pela Presidência da República e pelo Ministério de Portos e Aeroportos
