O Banco Central divulgou nesta sexta-feira, 30, que o governo finalizou o ano de 2025 com um déficit primário de R$ 10 bilhões, considerando as despesas que não entram na meta fiscal. Isso indica que o governo conseguiu cumprir a meta estabelecida, que era ter déficit zero, com uma margem de tolerância de R$ 31,734 bilhões para mais ou para menos.
Para calcular os R$ 10 bilhões, parte-se do déficit total registrado em 2025, que foi de R$ 58,687 bilhões, e subtraem-se os R$ 48,683 bilhões de gastos que são excluídos na meta, conforme informado pelo Tesouro Nacional. Essa conta foi explicada pelo chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, durante uma entrevista coletiva sobre as estatísticas fiscais.
Este resultado, baseado nos dados do Banco Central, é um pouco melhor do que o divulgado pelo Tesouro na quinta-feira, 29, que indicava um déficit total de R$ 61,691 bilhões, reduzido para R$ 13,008 bilhões após as exclusões.
Fernando Rocha destacou: “O Tesouro iniciou com um déficit de R$ 61,7 bilhões e, após as deduções, chegou a um valor dentro do intervalo da meta. Como partimos de um déficit menor, R$ 58,7 bilhões em vez de R$ 61,7 bilhões, o déficit ajustado é de R$ 10 bilhões e também respeita o intervalo permitido.”
Embora as metodologias sejam diferentes, a lei complementar 200, que institui o arcabouço fiscal, determina que o cumprimento da meta deve ser avaliado com base nos dados do Banco Central. Rocha ressaltou que a autoridade monetária não calcula o volume de exclusões, apenas o resultado final agregado.
Estadão Conteúdo.
