Alexandre Padilha, ministro da Saúde, anunciou no Rio de Janeiro a entrega do primeiro lote do tacrolimo feito totalmente no Brasil. Este medicamento é vital para pacientes que passaram por transplantes de fígado, rim e coração.
Esse avanço foi possível graças a uma parceria entre a Fiocruz, pelo laboratório Farmanguinhos, e a farmacêutica Libbs. O Brasil agora controla toda a fabricação do tacrolimo, do ingrediente ativo ao produto final, garantindo fornecimento constante para o SUS, mesmo diante de crises internacionais.
Mais de 100 mil brasileiros usam tacrolimo regularmente. O primeiro lote, com mais de um milhão de unidades, foi produzido em Farmanguinhos e passará por testes e aprovação na Anvisa antes de ser entregue aos pacientes.
Além disso, o governo aplicará 90 milhões de reais para desenvolver novas tecnologias na área da saúde. Deste total, 60 milhões vão para a criação do primeiro Centro de Competência Embrapii voltado a vacinas e terapias com RNA mensageiro (mRNA), liderado pelo Centro de Tecnologias em Vacinas da UFMG.
Esse centro vai fortificar a capacidade do Brasil de fabricar vacinas de mRNA, que foram essenciais na pandemia de Covid-19. Com a Fiocruz e o Instituto Butantan, o país terá três instituições públicas aptas a produzir esse tipo de vacina.
Os 30 milhões restantes serão investidos em seis novas unidades da Embrapii, que vão cooperar com a indústria nas áreas de química medicinal, biofármacos, equipamentos médicos e saúde digital. Os projetos vão focar em soluções tecnológicas que possam ser usadas no SUS e no mercado.

