MARCOS HERMANSON
FOLHAPRESS
A Camex (Câmara de Comércio Exterior), órgão que reúne dez ministérios do governo federal, decidiu nesta quinta-feira (26) acabar com o imposto de importação para 970 produtos entre bens de capital e itens de informática — entre eles, 191 tiveram isenção temporária.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), isso ocorre porque esses produtos não são fabricados no Brasil ou a produção nacional é pequena e não atende à demanda interna.
Também foram zeradas as taxas para medicamentos usados no tratamento de diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia; fungicidas, inseticidas e insumos para a indústria têxtil; lúpulo para produção de cerveja; e produtos para nutrição hospitalar.
Ainda, o órgão decidiu aplicar uma tarifa antidumping por cinco anos sobre a importação de etanolamina — substância usada nas indústrias de cosméticos e farmacêutica — da China, e sobre resinas de polietileno, plástico utilizado em diversas indústrias, vindas dos Estados Unidos e Canadá.
Em fevereiro, a Camex causou polêmica ao aumentar as tarifas de alguns itens de informática, como celulares e notebooks, movimentação que poderia arrecadar entre R$ 14 bilhões e R$ 20 bilhões, conforme algumas estimativas.
Essa decisão provocou reações negativas nas redes sociais e críticas da oposição ao governo durante o ano eleitoral.
Menos de um mês após o início das novas tarifas, o governo voltou atrás e restaurou a antiga alíquota para quinze itens importantes, incluindo notebooks, placas-mãe, smartphones, roteadores, mouses e memórias.

