São Paulo, 02 – Os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Agricultura e o das Relações Exteriores divulgaram uma nota conjunta afirmando que o governo brasileiro está trabalhando em parceria com empresas privadas e continuará dialogando com o governo chinês, tanto diretamente quanto na Organização Mundial do Comércio (OMC), para diminuir os efeitos da medida de salvaguarda aplicada à carne bovina brasileira e de outros países que exportam essa proteína. A nota ressalta que o governo está atento a essa questão e quer proteger os direitos dos trabalhadores e produtores do setor.
Segundo a nota, as medidas de salvaguarda são ferramentas comerciais previstas pela OMC para controlar aumentos repentinos nas importações. Essas ações não são destinadas a combater práticas comerciais injustas e se aplicam a importações de todos os países.
Os ministérios lembram que, ao longo dos anos, o setor pecuário do Brasil tem fornecido produtos confiáveis e sustentáveis para garantir a segurança alimentar da China, passando por rigorosos controles sanitários.
A medida chinesa, que começou a valer no dia 1º de dezembro de 2025 e terá duração de três anos, estabelece para o Brasil uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina. As exportações que ultrapassarem esse limite estarão sujeitas a uma sobretaxa de 55%, além da alíquota de 12% já existente.
Estadão Conteúdo

