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domingo, 18/01/2026

Governo e setor de transporte propõem ações para combater roubo de cargas

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Em Brasília

Medidas como aumento das penas, rastreamento de mercadorias e conscientização dos consumidores foram sugeridas em reunião na Câmara dos Deputados para reduzir os índices alarmantes de roubo de cargas nas rodovias brasileiras.

O Brasil ocupa a segunda colocação mundial em número de casos de roubo de cargas, ficando atrás apenas do México, resultando em prejuízos anuais estimados em R$ 1,2 bilhão pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística. No primeiro semestre deste ano, foram registrados 3.749 casos, com a região Sudeste respondendo por 86% das ocorrências.

Carley Welter, diretor da Associação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas, destacou que as quadrilhas envolvidas são especializadas e multifuncionais, atuando em diversos tipos de crimes relacionados, desde o roubo de produtos até o tráfico e contrabando.

A Confederação Nacional do Transportador Autônomo informou que quase metade dos caminhoneiros brasileiros já sofreram algum tipo de roubo ou furto de carga.

De acordo com Francisco Rodrigues Neto, coordenador da Polícia Rodoviária Federal, os desafios para combater esse tipo de crime incluem promover uma cultura de segurança no transporte, compartilhar informações, atualizar a legislação pertinente, integrar a atuação das forças de segurança pública e investir em tecnologia.

Vários projetos de lei relacionados ao tema estão em análise no Congresso Nacional, contemplando desde o aumento de penas até a federalização do crime e a implementação de rastreamento das cargas, como o PL 1743/25, de autoria do deputado Mauricio Neves, que propõe um código identificador para monitorar os produtos desde a indústria até o consumidor final.

O sistema de rastreamento recebeu aprovação, embora especialistas solicitem adaptações específicas para produtos agrícolas.

Também foi defendida a punição de receptadores, com propostas legislativas que visam penalizar quem comercializa ou adquire cargas roubadas.

Em São Paulo, ações educativas promovidas pelo Procon incentivam os consumidores a exigir nota fiscal e a denunciar irregularidades, estratégias apoiadas pelo secretário estadual de segurança pública, Guilherme Derrite. Ele ressaltou que endurecer as leis é muito importante, mas conscientizar o público também é essencial, pois muitos consumidores não percebem que ao comprar produtos ilegais estão contribuindo para o crime.

Desde a implementação do Sistema de Informações e Prevenção de Crimes (SP-Carga) em 2023, o estado de São Paulo registrou reduções expressivas nos índices de roubos, furtos e receptação de carga.

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