LUIS EDUARDO DE SOUSA
FOLHAPRESS
A Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo confirmou que a morte da adolescente de 15 anos, ocorrida em Cidade Tiradentes na zona leste da capital, não foi causada por intoxicação por metanol.
A investigação já descartou 564 casos de intoxicação por metanol, incluindo o dessa jovem. Os exames começaram no dia 5 de janeiro, após um boletim médico indicar o envenenamento por metanol como possível causa do falecimento. O prontuário do hospital também mencionava insuficiência renal, que é um sintoma comum da intoxicação por essa substância.
Quando questionado, o governo estadual não revelou a causa oficial da morte. O enterro da adolescente aconteceu no dia 6 de janeiro, no cemitério Saudade, em São Miguel, na mesma região da cidade.
A jovem faleceu no sábado, 3 de janeiro, um dia depois de ser hospitalizada. Ela havia bebido álcool na madrugada do dia 1º com uma amiga, após a virada do ano. Conforme informado pela mãe à polícia, a adolescente retornou para casa sentindo-se mal.
O caso ainda está sob investigação pelo 54º Distrito Policial de Cidade Tiradentes.
Até o dia 8 de janeiro, São Paulo registrou 51 casos confirmados de intoxicação por metanol, com 11 mortes. Entre os falecidos estão quatro homens da capital, uma mulher e um homem de São Bernardo do Campo, dois homens e uma mulher de Osasco, um homem de Jundiaí e outro de Sorocaba.
Além disso, quatro mortes estão em análise, ocorridas nas cidades de Guariba, São José dos Campos e Cajamar.
