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domingo, 15/02/2026

Governo de Minas multa Vale por vazamentos em minas de Congonhas

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O governo de Minas Gerais anunciou nesta segunda-feira (26) que aplicou uma multa na mineradora Vale por causa de vazamentos de água em duas minas localizadas na cidade de Congonhas, no interior do estado.

Esses vazamentos aconteceram nos dias 25 e 26 de janeiro e causaram danos ao meio ambiente, como o entupimento de rios que deságuam no Rio Maranhão, embora não tenham ferido pessoas nem afetado diretamente as comunidades próximas.

O primeiro vazamento ocorreu no domingo (25), na mina chamada Fábrica, situada entre Congonhas e Ouro Preto. As autoridades municipais informaram que cerca de 263 mil metros cúbicos de água suja, misturada com sedimentos e resíduos da mineração, escaparam de uma cava, passaram pelo dique Freitas e atingiram áreas rurais. Esse vazamento causou alagamentos em instalações da empresa CSN na unidade de Pires, em Ouro Preto, afetando o almoxarifado, oficinas e áreas de embarque. Mesmo sem vítimas, o material carregou sedimentos e rejeitos, prejudicando o meio ambiente.

No dia seguinte, um segundo vazamento ocorreu na mina Viga, em Congonhas, também liberando água com sedimentos que atingiu o Rio Maranhão. Como resposta, o governo de Minas, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), exigiu que a Vale tomasse medidas rápidas para limpar as áreas afetadas e monitorar os rios. A empresa ainda teve que apresentar um plano para recuperar o meio ambiente, incluindo a remoção dos sedimentos e restauração das margens dos rios.

A multa aplicada à Vale foi motivada pela poluição dos recursos hídricos e por não ter comunicado os acidentes dentro do prazo de até duas horas após os eventos. Além disso, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, enviou ofícios à Agência Nacional de Mineração (ANM) nos dois dias dos vazamentos, exigindo soluções imediatas, investigação das causas e, se necessário, a interrupção das atividades para proteger as comunidades e o meio ambiente.

Foi criada uma sala de crise para coordenar as ações, envolvendo as defesas civis de Congonhas e Ouro Preto, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, a Secretaria de Meio Ambiente de Congonhas e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Este último está investigando os fatos com uma equipe do Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais, que visitou o local e elaborou um relatório preliminar.

Em comunicado oficial, a Vale afirmou que os vazamentos foram controlados e que não houve liberação de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos. A empresa destacou que os incidentes não estão relacionados a barragens, que continuam estáveis e monitoradas 24 horas por dia. As comunidades próximas não foram afetadas e a Vale está investigando as causas para melhorar seus planos de emergência, especialmente para o período de chuvas.

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