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terça-feira, 10/03/2026




Governo cria plano para enfrentar calor forte no Brasil

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Em Brasília

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) começou a desenvolver o Plano Nacional de Ação para Resfriamento (PNAR Brasil) nesta segunda-feira (9/3), em Brasília (DF). O projeto, liderado pelo MMA em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), tem o objetivo de criar estratégias para lidar com o aumento das temperaturas altas no país e facilitar o acesso a métodos de resfriamento eficazes, sustentáveis e que emitam poucos gases poluentes.

O plano pretende diminuir as emissões diretas causadas pelos gases usados em aparelhos de ar-condicionado e refrigeração, assim como as emissões indiretas resultantes do consumo de energia desses equipamentos. Além disso, incentiva o uso de soluções sustentáveis, como o uso da natureza para resfriamento e técnicas passivas, entre elas ventilação natural, sombreamento e projetos arquitetônicos que aproveitam as condições climáticas.

A preparação do plano incluirá um estudo nacional sobre a demanda por resfriamento, definição de estratégias para implementação, cronograma de ações e indicadores para acompanhamento. Também vai promover o aumento da eficiência energética dos equipamentos de resfriamento, ajudando a reduzir as emissões e o consumo de energia.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou a importância de unir ações de redução de emissões e adaptação às mudanças climáticas. “Para resolver o problema, é preciso fazer esforços para diminuir as emissões, o que requer recursos, e avançar na adaptação. Já estamos sentindo os efeitos das mudanças do clima e agora é hora de agir e mobilizar recursos para colocar em prática os acordos firmados”, afirmou. Ela ressaltou a importância de implementar novos padrões na construção de escolas, hospitais e prédios públicos, usando conhecimentos inspirados na natureza e engenharia eficiente.

A metodologia segue o modelo da Cool Coalition, liderada pelo Pnuma, que promove soluções sustentáveis de resfriamento no mundo e já foi aplicada em países como Marrocos, Camboja e Indonésia. O processo será colaborativo, envolvendo órgãos públicos, empresas, universidades e a sociedade civil.

O secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf, afirmou que o PNAR vai ajudar a enfrentar um desafio que atinge principalmente as pessoas mais vulneráveis. “As cidades mais quentes geralmente são as regiões periféricas com pouca arborização, onde a temperatura pode ser até 15ºC maior do que em áreas com mais árvores e espaços verdes. Essas áreas de calor intenso são as de menor renda, onde as pessoas mais vulneráveis vivem e sofrem mais”, explicou.

O secretário nacional de Mudança do Clima do MMA, Aloisio Melo, destacou a necessidade de integrar políticas públicas para aumentar o acesso ao resfriamento, sem prejudicar as metas ambientais. “Precisamos criar ações que respondam à urgência da mudança do clima, garantindo que as pessoas tenham acesso a ambientes frescos e condições dignas de trabalho e vida”, afirmou.

A representante do Pnuma, Beatriz Carneiro, ressaltou: “A relação entre calor extremo e resfriamento é uma questão que não podemos ignorar, pois é essencial para adaptar nossas cidades e controlar as emissões ligadas ao resfriamento”.




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