O Ministério da Fazenda festejou o resultado da inflação oficial de 2025, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrando o ano em 4,26%. Esse é o quinto menor índice desde o início do Plano Real, em 1995, e o menor desde 2018.
Dario Durigan, secretário-executivo da pasta e ministro interino durante as férias de Fernando Haddad, ressaltou que o índice mostra a estabilidade econômica e o compromisso do governo em manter a inflação baixa durante o mandato presidencial. “Os 4,26% são o menor IPCA desde 2018. Mas, naquela época, o desemprego estava em 11,6%. Agora, está em 5,2%. Estamos entregando inflação e desemprego baixos”, afirmou ele nas redes sociais.
O resultado superou as expectativas do mercado financeiro, que esperava uma inflação próxima de 5,6% no primeiro semestre de 2025. Além disso, o índice ficou 0,57 ponto percentual abaixo dos 4,83% registrados em 2024, mantendo-se dentro da meta máxima de 4,5%.
Dario Durigan destacou a moderação na alta dos preços dos alimentos, que subiram apenas 1,43% no ano. O grupo de alimentação e bebidas teve inflação de 2,95%, bem inferior aos 7,69% de 2024. Ele apontou que esse desempenho é resultado da estabilidade econômica e fiscal, que gerou crescimento do PIB, redução do desemprego, aumento da renda real e diminuição da pobreza e desigualdade.
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, também comemorou em suas redes sociais, destacando os benefícios dessa redução no custo de vida. “Fechamos bem o ano: IPCA de 2025 ficou em 4,26%, dentro da meta para inflação e 0,57 ponto percentual menor que os 4,83% de 2024. Os alimentos subiram menos: 2,95% em 2025 contra 7,69% em 2024”, escreveu.
Simone Tebet afirmou que a combinação de baixa inflação, mercado de trabalho forte e aumento da renda traz melhorias diretas para as famílias brasileiras, ressaltando que a desaceleração na alta dos alimentos permite que mais pessoas tenham acesso a uma alimentação adequada, especialmente com o reajuste real do salário mínimo.
A redução da inflação aconteceu em um cenário de política monetária rígida, com a taxa básica de juros em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006. O secretário de Políticas Econômicas da Fazenda, Guilherme Mello, destacou a importância da coordenação entre as políticas fiscal e monetária para conter as pressões inflacionárias.
Com informações da Agência Brasil
