Empresa de apostas autorizadas no Brasil já começaram a informar aos bancos sobre os valores que ainda estão retidos nas contas dos jogadores, depois do fechamento das plataformas determinado pela Medida Provisória 1.394/2026. Esse processo acontece enquanto o governo intensifica o bloqueio de sites e a retirada de conteúdos relacionados às apostas ilegais.
De acordo com dados oficiais, ainda há entre R$ 1,325 bilhão e R$ 1,453 bilhão para ser devolvido aos usuários. O número de apostadores com saldo ativo nas plataformas é estimado em cerca de 26,5 milhões, distribuídos em mais de 86 milhões de contas com valores inferiores a R$ 1.
O prazo para saque direto nas plataformas se encerrou às 23h59 de segunda-feira (5). Agora, as empresas devem passar aos bancos, até quarta-feira (7), as informações sobre os saldos pendentes, associadas ao CPF e à conta bancária usada pelos apostadores. As instituições financeiras devem fazer as devoluções entre os dias 9 e 14 de outubro. Caso haja dificuldade na restituição, a Caixa Econômica Federal poderá intermediar os pagamentos a partir de 14 de outubro.
O governo destacou que grande parte dos valores pendentes está concentrada em contas com saldo baixo. Cerca de 86,2 milhões de contas possuem valores entre R$ 0,01 e R$ 0,99, totalizando R$ 15,5 milhões. Outra atualização indica que 90% das contas têm menos de R$ 1 disponível e 97% estão com saldo menor que R$ 10.
Em paralelo à devolução, a ação contra o mercado ilegal de apostas segue avançando na internet. O governo solicitou o bloqueio de 13.241 sites irregulares desde 25 de setembro, além de encaminhar pedidos para derrubar 5.209 domínios. Foram também requeridas remoções de páginas, perfis, grupos e servidores em diversas redes sociais e plataformas digitais.
Essas medidas envolvem plataformas como Facebook, Instagram, Telegram, TikTok, WhatsApp, Discord e serviços de hospedagem e busca. As investigações mostram que os conteúdos relacionados às apostas ilegais atingiam mais de 17 milhões de usuários em uma das apurações e 18,9 milhões em outra, somando membros e seguidores.
Além do bloqueio, o governo informou que está investigando contas com saldos elevados. Uma atualização citou cerca de 40 contas com valores superiores a R$ 500 mil ou R$ 1 milhão, enquanto outra mencionou 48 contas acima de R$ 500 mil. Esses casos serão analisados individualmente, podendo incluir apurações por suspeita de irregularidade, lavagem de dinheiro e ligação com organizações criminosas.
Com informações da Agência Brasil
