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sábado, 17/01/2026

Governadores pedem mais tempo para discutir projeto contra crime organizado

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Governadores de partidos opositores se reuniram com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), solicitando um prazo estendido para a votação do projeto que visa combater o crime organizado (PL 5582/25). O encontro ocorreu após uma sessão solene no Congresso Nacional, no Senado, que homenageou ações policiais realizadas no Rio de Janeiro contra facções criminosas.

Hugo Motta destacou em suas redes sociais que seu gabinete está sempre aberto para debates sobre temas relevantes ao país, reforçando que o diálogo e a conciliação são essenciais para avanços equilibrados, inclusive nesta pauta.

Em 30 de outubro, sete governadores criaram o “consórcio da paz”, após a grande operação policial contra o Comando Vermelho nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. Participam do consórcio: Cláudio Castro (PL-RJ), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Romeu Zema (Novo-MG), Jorginho Mello (PL-SC), Celina Leão (Progressistas, vice-governadora do DF) e Eduardo Riedel (Progressistas-MS).

Na reunião com Hugo Motta, estiveram presentes Cláudio Castro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Jorginho Mello e os vice-governadores Daniel Vilela (GO) e Celina Leão.

O governador do Rio de Janeiro solicitou um prazo de 30 dias para a aprovação do projeto na Câmara. Segundo Cláudio Castro, é fundamental escutar o Judiciário, secretários de Segurança e especialistas na área antes de definir a legislação. Ele enfatizou a necessidade de uma lei que realmente atenda às demandas, criticando a pressa na tramitação: “Queremos uma lei que vá ao encontro do que precisamos, majoritariamente isso. Discordamos da rapidez desse projeto”.

Jorginho Mello enfatizou a importância de um debate amplo e imparcial envolvendo todos os poderes, ouvindo lideranças sem motivações partidárias.

Para o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, a discussão não deve ser vista como uma questão eleitoral, mas sim uma preocupação legítima para a gestão pública e segurança da população: “Não é assunto de campanha eleitoral, é um assunto de governabilidade”.

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