SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
O governador da província de West Nusa Tenggara, na Indonésia, Lalu Muhamad Iqbal, reconheceu que a região não possui a infraestrutura adequada para lidar com situações complexas de resgate, como no caso de Juliana Marins.
O vulcão Rinjani, localizado nesta província e onde a brasileira perdeu a vida, é um local de grande atração turística. Juliana sofreu uma queda de um penhasco durante uma trilha e seu corpo foi encontrado quatro dias depois, sem vida.
Em uma carta aberta, Lalu Muhamad Iqbal admitiu que existem poucos profissionais certificados para resgates verticais na área e declarou que o governo está empenhado em melhorar a segurança devido à popularidade crescente do Rinjani.
O governador lamentou a morte de Juliana e explicou que a resposta imediata aconteceu assim que sua administração foi informada do acidente. Ressaltou que muitos dos socorristas eram voluntários e que condições climáticas adversas, como névoa densa, dificultaram o uso do helicóptero para o resgate.
Juliana caiu no monte Rinjani, uma das atrações turisticas mais famosas da Indonésia, que possui 3.726 metros de altitude.
Seu corpo foi localizado na última quarta-feira (25), apresentando múltiplas fraturas e hemorragia interna severa, causas da morte conforme o médico legista responsável pela autópsia.
Ela estava fazendo a trilha no dia 21 de junho quando caiu, sendo encontrada somente dois dias depois com a ajuda de drone térmico. As buscas foram interrompidas várias vezes devido ao mau tempo.
Há possibilidade de que Juliana tenha sofrido uma segunda queda. Vídeos captados por drone mostram que ela estava em diferentes pontos, um mais inclinado e outro mais plano, o que sugere que a segunda queda a tenha levado para a base do penhasco.
A autópsia indicou que a causa do óbito foi um trauma contundente, com lesões internas e hemorragia.
A trilha até o vulcão Rinjani é uma das mais frequentadas da Indonésia. O monte está situado na ilha de Lombok e é o segundo mais alto do país. Os visitantes podem acessá-lo por duas cidades, Senaru e Sembalum.
A caminhada até o topo pode durar até quatro dias, conforme informações do Parque Nacional do Monte Rinjani e agências de turismo especializadas em montanhismo.
A vista do cume do Rinjani é a principal atração do Parque Nacional, uma área protegida de 41 mil hectares que atrai turistas mundialmente. No interior do vulcão, a caldeira cobre mais de 50 quilômetros quadrados e contém o lago Segara Anak, uma fonte termal natural apreciada pelos visitantes.
