Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, avisou que poderá mandar prender um grupo de deputados que está acampado perto do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele disse que vai tentar conversar para que eles saiam de forma tranquila, mas, se não aceitarem, a polícia vai agir para tirar os deputados do local.
O governador afirmou: “Vamos tentar retirar todos pacificamente. Se não forem embora, serão presos”. A Praça dos Três Poderes, onde eles estão, é uma área protegida.
Para garantir a segurança, a Polícia Militar bloqueou o acesso de carros à praça, que fica perto dos prédios do Congresso, do STF e do Palácio do Planalto.
Mais cedo, Sandro Avelar, secretário de Segurança do DF, falou sobre o risco de um novo incidente parecido com o ocorrido em 8 de janeiro. Ele pediu que os deputados Hélio Lopes e Coronel Chrisóstomo deixassem a praça e fossem para outro local mais seguro, mas eles não aceitaram a sugestão.
O plano da segurança era isolar a área perto do STF para evitar confusões. Avelar explicou que manifestações naquele lugar não são adequadas e que todos querem evitar problemas.
A negociação envolveu o desembargador aposentado Sebastião Coelho, que é crítico ao STF. Ele tentou conversar com Hélio Lopes para que ele aceitasse sair, mas o deputado insistiu que só sairia se fosse pela força.
Avelar também comentou que outros deputados pretendem ir até Brasília para apoiar a manifestação, o que pode complicar a situação.
O líder do partido PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, disse que vai a Brasília para apoiar os deputados e garantir que seus direitos sejam respeitados.
Nas redes sociais, o deputado Zé Trovão anunciou que vai chegar a Brasília no domingo para continuar a manifestação até que o ministro Alexandre de Moraes seja afastado.
Coelho alertou que isolar a praça pode passar uma mensagem ruim, e Avelar respondeu que temem a chegada de pessoas que possam causar problemas, o que eles querem evitar para não serem responsabilizados.
A conversa sobre as condições da manifestação e o local adequado para ela ainda está em andamento. O deputado Hélio Lopes montou uma barraca na praça como forma de protesto contra medidas judiciais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele colocou um esparadrapo na boca para simbolizar a falta de liberdade de expressão.
Lopes publicou uma carta dizendo que o Brasil não é mais uma democracia, e afirmou que está ali para expressar sua insatisfação, sem incentivar outras pessoas a fazer o mesmo.
Durante a entrevista, ele preferiu ficar em silêncio e leu um trecho da Bíblia enquanto mantinha a mordaça na boca.
A manifestação contou com a presença de poucos apoiadores, principalmente bolsonaristas. O deputado Coronel Chrisóstomo foi o primeiro a chegar para apoiar Lopes e disse que ficará ao lado dele durante o protesto.