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Governador anuncia que doará salário para a Casa do Ceará

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O chefe do Executivo relatou que os governos hoje não têm mais capacidade financeira para atender a toda a comunidade carente

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, doará seu salário, até o mês de dezembro deste ano, para a Casa do Ceará, entidade beneficente de assistência social que atende a população carente com oferta serviços diversos, entre eles, de saúde. O anúncio da doação ocorreu nesta sexta-feira (8/2), durante uma reunião em que os dirigentes da entidade pleitearam diversas ações em parceria com o governo local, no Palácio do Buriti.

“Durante a campanha, me comprometi a doar minha remuneração para instituições de caridade. O trabalho realizado pela Casa do Ceará me deixou bastante sensibilizado. Sei que é uma instituição séria e acompanho o trabalho desses dirigentes”, ressaltou o governador, ao informar que o rendimento, após o abatimento do imposto de renda e seguridade social, é de aproximadamente R$ 18.501,00 mensais.

Parceria
O chefe do Executivo relatou que os governos hoje não têm mais capacidade financeira para atender a toda a comunidade carente. “Essa é uma iniciativa muito boa da sociedade civil organizada que se coloca à disposição da sociedade e precisa do apoio do governo. Temos muitas pessoas de bem na sociedade que podem encampar esse trabalho de melhoria das condições de saúde, de vida e de trabalho”.

“Trouxemos nossos pleitos e ficamos muito impressionados com o gesto do governador em doar o seu salário durante este ano. Nossa casa fica muito feliz. Podemos ampliar esses atendimentos, que somam um número bastante significativo de pessoas que não têm com que pagar pelos serviços”, frisou o presidente da Casa do Ceará, Osmar Alves.

Durante o encontro, o governador solicitou ao secretário de Saúde, Osnei Okumoto, que realize uma visita técnica para avaliar a possibilidade se firmar uma parceria para ampliar os atendimentos na área de saúde, prestados pela entidade beneficente.

“A Casa do Ceará faz um trabalho belíssimo. Vamos visitar o espaço, observar as condições de atendimento na área de saúde e a possibilidade de fazer o credenciamento de alguns serviços para ampliá-los e disponibilizarmos o melhor atendimento para as pessoas”, ressaltou o secretário.

Serviço
Atualmente, a instituição presta serviços odontológicos, que incluem colocação de aparelhos ortodônticos, canais, restaurações e limpezas, somando aproximadamente 12 mil atendimentos por ano. Há, ainda, a doação de próteses, que chegam a cerca de 60 ao ano.

A Casa do Ceará também faz aproximadamente 14 mil consultas anuais de clínica médica, cardiologia, pediatria, oftalmologia, otorrinolaringologia, endocrinologia, ginecologia, neurologia, psiquiatria, psicologia, nutrição, fisioterapia, entre outros.

“Essa parceria com a casa do ceará certamente vai ampliar o atendimento na área médica e odontológica, e também o acolhimento realizado pela Instituição de Longa Permanência para idosos, mantida pela Casa do Ceará”, finalizou o governador.

Fonte Metrópoles

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Manobra no Senado deixa prisão após segunda instância para 2020

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CCJ do Senado confirma, em turno extra, a aprovação do projeto que prevê prisão após condenação por colegiado, mas avanço na tramitação é freado por mobilização da oposição e até da liderança do governo e pela recusa do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, de pautar a matéria

Alcolumbre insiste em não pautar o texto sob a alegação de é melhor aguardar a definição da PEC da Câmara, que teria maior segurança jurídica
(foto: Jefferson Rudy/Agencia Senado)

O projeto de lei do Senado que muda o Código de Processo Penal (CPP) para incluir a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância vai ficar para o ano que vem. Uma série de impasses levou ao atraso: desde a movimentação de parlamentares, da oposição à liderança do governo, para segurar a matéria no Senado, até a recusa do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em pautá-la.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou e confirmou o apoio ao projeto, sem dificuldades, nesta semana. Por ter caráter terminativo, ele poderia ser enviado diretamente à Câmara, a não ser que os senadores prefiram que passe antes pelo plenário. É justamente essa possibilidade que tem atrasado os trabalhos. Para incluir a nova fase de tramitação e atrasar o envio à próxima Casa, os interessados precisam apresentar um recurso em até cinco dias úteis a partir da aprovação na CCJ.

Estão em busca das assinaturas nomes que nem sempre aparecem do mesmo lado da arena política. Entre eles, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e o líder do PT na Casa, Humberto Costa (PE). Eles têm apoio de colegas de partidos como PSB e Pros, que contam com a estratégia de apresentar o recurso no fim do prazo, na semana que vem, para protelar, o máximo possível, o andamento da matéria.

Na avaliação deles, conseguir as nove assinaturas não é difícil. Com seis senadores na bancada, Costa não acredita que terá dificuldade de encontrar o apoio que falta. A bancada do MDB também deve incluir à lista alguns dos 14 nomes do partido. O Pros e o PSB têm cinco senadores que podem discutir o assunto.

Atraso inevitável

De qualquer forma, mesmo que o recurso não fosse apresentado, o texto não teria como avançar neste ano, devido ao prazo de cinco dias úteis para que seja encaminhado para a segunda Casa. Só poderia ser discutido a partir de quarta-feira da semana que vem, praticamente na véspera do recesso parlamentar. Com o recurso, a diferença é que, quando o Congresso voltar ao trabalho, a matéria vai continuar no Senado, em vez de ir diretamente para a Câmara.

Além disso, mais atrasos são previstos no início do ano que vem. O motivo é simples: Alcolumbre (DEM-AP) não quer pautar o projeto enquanto o destino da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 199/2019, sobre o mesmo assunto, não for decidido na Câmara. Em várias oportunidades, nos últimos dias, ele afirmou que não pretende colocar a matéria em votação “até construir um acordo com a Câmara, no ano que vem”.

A ideia é chegar a “um texto de conciliação”, explicou Alcolumbre. A decisão foi tomada em acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), após reunião com lideranças partidárias, nesta semana. Ficou estabelecido que a PEC vai ser pautada no início de fevereiro, depois do recesso.

Alguns senadores não gostaram da ideia e criticaram o posicionamento de Alcolumbre. A presidente da CCJ, Simone Tebet (MDB-MS), entende que suspender o andamento de um projeto do Senado para priorizar um da Câmara é um desrespeito à independência das Casas. Ela argumentou que, mesmo que Maia cumpra o calendário, não tem como garantir que o texto será aprovado. “Na primeira semana de fevereiro, estaremos aqui, com todos os argumentos”, disse.

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Liberação geral de réus

A discussão sobre prisão após condenação em segunda instância ganhou força no Congresso após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de proibir a detenção de réus antes de esgotados todos os recursos na Justiça. Com base no entendimento dos ministros da Corte, milhares de sentenciados foram postos em liberdade, entre eles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde então, Câmara e Senado travam uma disputa por protagonismo nesse debate.

 

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Saiba quais são as propostas do Congresso sobre prisão após 2º instância

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O PLS 166/2018, do Senado, e a PEC 199/2019, da Câmara, foram formulados sob parâmetros distintos e a principal diferença entre os textos envolve a finalidade dos recursos extraordinários e especiais

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Embora tenham o objetivo comum de viabilizar a prisão após condenação em segunda instância, o PLS 166/2018, do Senado, e a PEC 199/2019, da Câmara, foram formulados sob parâmetros distintos. A principal diferença entre os textos envolve a finalidade dos recursos extraordinários e especiais. Enquanto o primeiro sugere que eles não tenham efeito suspensivo — capaz de anular a prisão —, o segundo propõe a extinção de ambos, o que significaria que a ação penal seria definida e encerrada em segunda instância.

A PEC, para não alterar o artigo 5º da Constituição — relativo aos direitos e garantias fundamentais das pessoas e que diz que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória —, acaba com os recursos, previstos nos artigos 102 e 105 do texto constitucional. Para substituí-los, o texto versa que as defesas dos condenados poderão recorrer aos tribunais superiores por meio de ações revisionais extraordinárias ou especiais — isso com o cliente já cumprindo a pena estabelecida pelo julgamento em segunda instância.

“Vamos limitar à ação revisional, quando ocorrerem erros formais e materiais durante o processo, e não na coleta de provas. Hoje, pouquíssimas revisões são feitas em cima de recursos especiais extraordinários”, frisou o deputado Alex Manente (Cidadania-SP), mentor da proposta. “Vamos reduzir a burocracia na Justiça, que faz com que condenações não sejam cumpridas e demorem décadas para serem julgadas.”

Embora tenham o objetivo comum de viabilizar a prisão após condenação em segunda instância, o PLS 166/2018, do Senado, e a PEC 199/2019, da Câmara, foram formulados sob parâmetros distintos. A principal diferença entre os textos envolve a finalidade dos recursos extraordinários e especiais. Enquanto o primeiro sugere que eles não tenham efeito suspensivo — capaz de anular a prisão —, o segundo propõe a extinção de ambos, o que significaria que a ação penal seria definida e encerrada em segunda instância.

A PEC, para não alterar o artigo 5º da Constituição — relativo aos direitos e garantias fundamentais das pessoas e que diz que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória —, acaba com os recursos, previstos nos artigos 102 e 105 do texto constitucional. Para substituí-los, o texto versa que as defesas dos condenados poderão recorrer aos tribunais superiores por meio de ações revisionais extraordinárias ou especiais — isso com o cliente já cumprindo a pena estabelecida pelo julgamento em segunda instância.

“Vamos limitar à ação revisional, quando ocorrerem erros formais e materiais durante o processo, e não na coleta de provas. Hoje, pouquíssimas revisões são feitas em cima de recursos especiais extraordinários”, frisou o deputado Alex Manente (Cidadania-SP), mentor da proposta. “Vamos reduzir a burocracia na Justiça, que faz com que condenações não sejam cumpridas e demorem décadas para serem julgadas.”

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Pesquisa da CNI aponta que 6 em cada 10 empresários aprovam governo

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Na pesquisa divulgada nesta quarta-feira, entrevistados foram questionados sobre a atuação do governo em 12 áreas

Paulo Guedes e Jair Bolsonaro: depois da área trabalhista, os segmentos mais bem avaliado foram a política de taxa de juros e a redução de burocracia (Marcos Corrêa/PR/Flickr)

Brasília — O governo do presidente Jair Bolsonaro é considerado ótimo ou bom por 60% dos empresários industriais, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta quarta-feira. A sondagem foi apresentada durante uma cerimônia na qual Bolsonaro foi homenageado pela entidade.

O desempenho do governo se deve principalmente à avaliação positiva que o setor faz das ações relacionadas às reformas na área trabalhista, que receberam nota ótima ou bom de 64% do empresariado. Bolsonaro ainda deixa a desejar, no entanto, no avanço na área tributária, onde apenas 23% consideram a atuação do governo ótima ou boa e 20% dão nota “ruim ou péssimo”.

Ao todo, os entrevistados foram questionados sobre a atuação do governo em 12 áreas. Depois da área trabalhista, os segmentos mais bem avaliado foram a política de taxa de juros (63%) e a redução de burocracia (47%). Já os índices de ruim e péssimo são maiores no meio ambiente e na educação (ambos com 26%).

A pesquisa ouviu 1.914 empresários de todo o país entre os dias 2 e 10 deste mês. A margem de erro é de dois pontos percentuais e a confiança é de 95%.O governo é mais bem avaliado pelos empresários do Sul (71% dizem que administração é ótima ou boa) e do Centro-Oeste (68%). A aprovação do governo é de 62% no Norte, de 57% no Sudeste e de 50% no Nordeste.Durante sua apresentação, o presidente da CNI, Robson Andrade, elogiou ações do governo na área econômica, como a aprovação da reforma da Previdência e a sanção da Lei da Liberdade Econômica, que reduziu a burocracia para empresas.

Ele cobrou, no entanto, avanços em reformas que acabaram sendo adiadas pelo governo, como a reforma tributária e a reforma administrativa, que mexe com as regras do funcionalismo, que não foram enviadas ao Congresso.

“A reforma tributária é um sonho, acredito que não só dos empresários, mas de todo o Brasil. Se não for possível fazer para os estados e para a União, que façamos para a União, presidente”, pediu Andrade durante seu discurso, antes de cobrar também pelo envio da reforma administrativa.

“A reforma administrativa, presidente. Tornar o serviço público mais eficiente. Isso tudo que faz parte do seu governo.A sondagem da CNI também avaliou como os empresários avaliam a forma de governar de Bolsonaro, chegando à conclusão que 64% avaliam o estilo do presidente como ótimo ou bom. Em outra pesquisa, também divulgada nesta quarta e realizada pela CNI em parceria com o Ibope, a entidade estimou a avaliação do governo Bolsonaro por toda a população brasileira.”

A sondagem avaliou o quanto a população concorda com determinadas políticas do governo. Segundo o levantamento, 88% dos brasileiros concordam totalmente ou em parte com a criação da carteirinha digital, mesmo percentual de aprovação da liberação de recursos do FGTS para os trabalhadores.A ação com menor aprovação é a reforma da Previdência, que tem aprovação de 52% da população.

A pesquisa avalia que 43% dos entrevistados discorda totalmente ou em parte com a medida, promulgada pelo Congresso Nacional em novembro.Em outro trecho, a pesquisa mostra ainda que 49% da população acredita que a economia vai melhorar ou vai melhorar muito, enquanto 24% acham que o desempenho vai ficar “igual”. Outros 24% acreditam que o cenário vai piorar ou piorar muito e outros 3% não souberam ou não responderam.

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