O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) realize eleições diretas para escolher quem vai substituir Cláudio Castro no governo do Rio de Janeiro.
Segundo Gonet, a renúncia de Castro foi uma manobra para evitar uma cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde ele foi condenado por abuso de poder político e econômico, o que o torna inelegível.
O procurador explicou que a saída de Castro serve para tentar fazer com que a escolha do novo governador seja feita por votação indireta, pelos deputados estaduais, e não pelo voto direto da população.
O STF está avaliando como será realizada a eleição para o mandato temporário, que vai até as eleições de outubro. Atualmente, o estado está sob o comando interino do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, pois não há vice-governador nem presidente da Assembleia Legislativa (Alerj).
O partido PSD, que tem como pré-candidato o ex-prefeito da capital, Eduardo Paes, pediu ao STF que a votação seja direta, argumentando que Castro renunciou para evitar a cassação pelo TSE. A legislação prevê eleições diretas quando a renúncia acontece a mais de seis meses do fim do mandato.
Na avaliação do procurador-geral, a renúncia para escapar da cassação não muda a regra eleitoral para a escolha do próximo governador. Ele afirmou que a solução correta é que a população decida por meio do voto direto.

