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domingo, 31/08/2025

Golpista que enganou viúva trabalha na administração de Ceilândia

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O falso policial que conquistou a confiança, enganou e esvaziou a conta bancária de uma viúva de 45 anos é um servidor comissionado da administração regional de Ceilândia.

João Aguimar de Oliveira Júnior (foto em destaque) atua como auxiliar administrativo no órgão e tem um salário líquido de R$ 1,6 mil, conforme o Portal da Transparência do Distrito Federal.

O estelionatário está sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por enganar a antiga namorada, sacar dinheiro da conta dela e deixar o relacionamento com um carro avaliado em R$ 200 mil.

A vítima realizou várias transferências financeiras ao golpista, que fingia ser policial no estado de Goiás. O ápice do golpe romântico foi quando a mulher foi persuadida a vender uma casa avaliada em R$ 1,5 milhão.

O caso teve início em março deste ano, quando a viúva conheceu o homem em um local na cidade de Ceilândia. Eles compartilhavam amigos em comum e trocaram contatos telefônicos. Poucos dias depois, o falso policial pediu a vítima em namoro.

Em apenas 15 dias de relacionamento, o casal já havia conhecido todos os familiares.

Passado um mês de namoro, o plano do golpista começou a ser executado. Ele afirmou ter uma dívida de R$ 130 mil com um agiota e que sua vida corria perigo.

A vítima acreditou que o namorado estava ameaçado de morte, pois ele dizia que as chances de não voltar eram grandes. Com 45 dias de relacionamento, o falso policial começou a desaparecer por períodos de até três ou quatro dias sem contato.

Golpe Final

Quando retornava, o golpista frequentemente estava com roupas sujas e justificava isso dizendo que estava com o grupo armado do agiota a quem devia. Ele alegava precisar acalmar o credor, que o perseguia com cobranças e ameaças diárias.

O criminoso inventou outra mentira: afirmou estar envolvido numa negociação para regularizar terras com pessoas do Governo do Distrito Federal, prometendo quitar a dívida após essa negociação.

Enquanto isso, pedia ajuda financeira, e confiando nessas histórias, a viúva fez diversas transferências via Pix, somando R$ 26,3 mil.

O golpista intensificou suas histórias sobre ameaças e disse que a dívida já havia ultrapassado R$ 300 mil.

Desesperada, a mulher acreditou que o namorado corria perigo de morte e decidiu colocar um apartamento à venda para ajudá-lo. O falso policial orientou que todas as negociações de imóveis fossem feitas por meio dele.

Venda da Casa

Sobrecarregada pela pressão emocional, a viúva resolveu vender sua casa em Vicente Pires, avaliada em R$ 1,5 milhão. O golpista aceitou a venda e prometeu devolver o valor integral após finalizar a negociação da suposta regularização fundiária.

A casa foi vendida após o comprador oferecer R$ 10 mil em dinheiro, uma chácara, três apartamentos, dois carros e uma lancha.

Após a venda, o falso policial passou a negociar diretamente com o comprador, informando que ficaria com um dos carros para revenda, conforme acordo com a então namorada.

Entretanto, segundo a vítima, o criminoso também negociou a lancha e um dos veículos recebidos na transação, sem autorização da mulher. Em troca, ele recebeu um veículo Volvo S60 T5 e cerca de R$ 50 mil em dinheiro.

Ao descobrir as negociações feitas sem seu consentimento, a vítima registrou um boletim de ocorrência e pediu medidas protetivas imediatas.

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