Aline Silva da Paixão, de 32 anos, está envolvida em uma série de fraudes no Distrito Federal e em Goiás. Ela foi detida após suspeitas de aplicar golpes utilizando anúncios falsos de aluguel de imóveis. Até agora, a investigação relaciona a essa mulher ao menos 37 registros no DF e 14 em Goiás, que ocorreram entre 2022 e 2025.
Segundo a polícia da 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural), as vítimas no DF tiveram prejuízos que superam R$ 17,8 mil por causa de locações fictícias em regiões como Águas Claras, Plano Piloto e Pirenópolis (GO).
O caso começou a ser investigado após um homem denunciar um golpe de R$ 200 em agosto do ano passado. Ele encontrou um anúncio de aluguel em Águas Claras por R$ 1,8 mil e, ao entrar em contato, Aline se apresentou como proprietária do imóvel, pedindo documentos pessoais e extratos bancários para formalizar o aluguel.
Ela exigia um pagamento via Pix como caução para reservar o imóvel. A vítima fez uma transferência inicial e prometeu o pagamento restante em alguns dias, quando esperava receber o contrato e as chaves. No entanto, no dia combinado, não conseguiu mais contato com a golpista nem recebeu as chaves.
Ao investigar, o porteiro do condomínio afirmou que Aline não era proprietária do imóvel, e outras pessoas relataram terem sido vítimas do mesmo golpe.
A investigada usava fotos atraentes e preços abaixo do mercado para atrair interessados e exigia pagamentos adiantados como garantia. As conversas eram feitas via aplicativos de mensagens, onde ela criava um senso de urgência para induzir os pagamentos imediatos.
Depois do pagamento, o contato cessava ou ficava evasivo. Aline também adaptava seus anúncios e mensagens conforme o perfil da vítima, mantendo vários anúncios ativos em diferentes locais simultaneamente.
Para dar uma aparência de legitimidade, ela enviava imagens e documentos falsos durante as negociações. A polícia verificou que Aline teve pelo menos 44 relações bancárias e 55 chaves Pix diferentes.
Na terça-feira (24/2), foram cumpridos mandados de busca e prisão preventiva na casa dela, em Taguatinga, onde foram apreendidos diversos dispositivos eletrônicos, inclusive um celular em uso no momento da prisão, no qual ela conversava com outra vítima.
Aline Silva da Paixão irá responder por estelionato eletrônico, que pode resultar em até oito anos de prisão por cada crime. Como há muitos casos e possibilidade de continuidade dos delitos, a pena pode ultrapassar 13 anos, além de multa.

