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sexta-feira, 23/01/2026

Golpe da falsa central de banco é alvo de operação da PCDF

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), ligada ao Departamento de Combate à Corrupção e Crime Organizado, iniciou na manhã desta quinta-feira (22) a Operação Falsa Central. O intuito é desmantelar um grupo criminoso que aplicava golpe conhecido como ‘falsa central de banco’.

As investigações começaram após um crime cometido contra uma idosa no Distrito Federal. Entre os dias 6 e 12 de maio de 2025, a vítima perdeu R$ 212,5 mil. Para preservar a imagem da instituição financeira, seu nome não foi divulgado.

Os criminosos se passavam por funcionários do setor de segurança bancária e convenceram a idosa a fazer várias transferências. Um dos golpistas se apresentou como gerente jurídico, orientando a vítima durante todo o processo no caixa eletrônico por telefone. Sob a justificativa de rastrear supostos desvios, os criminosos guiaram as transferências e induziram a contratação de empréstimos elevados.

Os valores captados eram enviados para empresas de fachada e contas de terceiros, recrutados ilegalmente para dispersar o dinheiro e depois enviá-lo aos líderes do grupo criminoso.

Através da análise de evidências digitais e financeiras, a polícia identificou o núcleo e os operadores do esquema. Até o momento, outras dez vítimas foram encontradas no Distrito Federal, totalizando prejuízos superiores a R$ 500 mil.

Na operação, a Justiça expediu três mandados de prisão e oito de busca e apreensão, cumpridos em São Paulo. Houve bloqueio de contas, apreensão de bens de alto valor e suspensão das empresas envolvidas. Doze integrantes foram identificados para indiciamento.

Dois mandados de prisão já foram executados. A ação envolveu cerca de 60 policiais e contou com apoio da Polícia Civil de São Paulo. Foram apreendidos computadores, celulares e veículos de luxo.

Os investigados responderão por crimes como estelionato qualificado pelo uso de meios eletrônicos, violência psicológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a 24 anos de prisão. As apurações continuam para localizar outros envolvidos e vítimas.

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