C&M Software, empresa de tecnologia, reiterou nesta sexta-feira (4/7) que não tem relação direta com o ataque hacker que resultou no desvio de milhões de reais.
A companhia destacou que não foi a origem do problema e que continua operando normalmente, com todos os seus serviços funcionado sem interrupções. Na quinta-feira, o Banco Central havia imposto uma suspensão parcial à empresa, substituindo a suspensão total anterior.
Na mesma data, a Polícia Civil de São Paulo prendeu João Nazareno Roque, funcionário da C&M, suspeito de facilitar o acesso dos criminosos ao sistema da empresa. O homem teria admitido a liberação indevida das credenciais.
Em comunicado ao Metrópoles, C&M afirmou que o incidente ocorreu devido ao uso de técnicas de engenharia social para obtenção das credenciais de acesso, não por falhas nos sistemas ou tecnologia da empresa.
Informações sobre o caso
A investigação está sob responsabilidade da 2ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos (2ª DCCIBER), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Além disso, a Polícia Federal também acompanha as apurações sobre o incidente que afetou várias instituições financeiras, com prejuízos estimados em mais de R$ 50 milhões por banco.
Sobre o ataque
A C&M Software conecta instituições financeiras ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e ao Pix, tendo sido alvo de um ataque que resultou na interrupção temporária do acesso ao Pix para clientes de alguns bancos, além do desvio de recursos de contas empresariais.
Os criminosos utilizaram credenciais de clientes de forma indevida para acessar fraudulentamente os sistemas da empresa. A C&M garantiu que seus sistemas principais estão intactos e funcionando normalmente, e que todos os procedimentos de segurança foram devidamente aplicados.
Entre os bancos impactados, a BMP relatou que nenhum cliente sofreu perdas, já que o ataque envolveu recursos de sua conta reserva mantida no Banco Central. O Banco Paulista atribuiu o problema a uma falha externa em fornecedor terceirizado e afirmou que dados sensíveis não foram comprometidos.
Em resposta imediata, C&M reforçou controles internos, realizou auditorias independentes e estabeleceu comunicação direta com os clientes afetados para mitigar os impactos e evitar novas ocorrências.
