É comum encontrar alimentos nos supermercados com a indicação “contém glúten”. Essa substância deve ser evitada por pessoas com intolerância ou que possuem doença celíaca, uma condição autoimune desencadeada pelo glúten. Porém, o glúten ganhou uma reputação negativa mais ampla na sociedade, sendo associado a inflamações e outros problemas de saúde.
Existem muitos mitos sobre o glúten. A nutróloga Vera Shukumine, da clínica Sami, esclarece os principais aspectos a respeito deste composto.
O que é o glúten?
O glúten é uma proteína vegetal natural encontrada em vários cereais, como trigo, aveia, centeio, cevada e malte. Muitas pessoas pensam que ele é um carboidrato e um vilão, mas, na verdade, é uma proteína que confere elasticidade às massas quando misturado com água. Por exemplo, ao preparar uma massa, a adição de farinha e água resulta em uma consistência elástica, devido ao glúten, conforme explica Vera Shukumine.
O glúten faz mal?
Ao contrário do que dizem algumas embalagens, não existem evidências científicas que comprovem que o glúten faz mal para a saúde da maioria das pessoas. Entretanto, ao eliminar o glúten da dieta, é necessário compensar os benefícios que ele proporciona, incluindo mais alimentos ricos em fibras, como frutas, legumes e verduras no cardápio.
O consumo de glúten deve ser evitado em apenas três situações: pessoas que possuem doença celíaca, alergia ao glúten ou sensibilidade não celíaca ao glúten. Nestes casos, a exclusão da substância da alimentação é fundamental para a saúde.
Portanto, para a população geral, o glúten não representa um risco e pode ser consumido com moderação, observando as necessidades específicas de cada indivíduo.