Goiânia – Um médico ginecologista conhecido como Marcelo Arantes foi preso em Goiás sob acusação de estupro e agressões sexuais. A Polícia Civil de Goiás investiga o profissional, que já tem 23 vítimas identificadas até o momento.
Durante uma coletiva de imprensa realizada em Goiânia, delegadas responsáveis pelo caso pediram que mais vítimas compareçam à Delegacia da Mulher para registrar denúncias. Elas afirmaram que o médico transformou os abusos em um hábito e abusou de pacientes de diferentes perfis, incluindo mulheres grávidas, sugerindo que o número real de vítimas pode ser maior.
A prisão aconteceu após a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, em Senador Canedo, conseguir o mandado de prisão depois que a Justiça de Goiânia inicialmente negou o pedido. Relatos indicam que o primeiro crime registrado foi em 2017 e o segundo em 2020, com denúncias recentes aumentando após uma paciente buscar ajuda para denunciar o médico.
Em nota, o Conselho Regional de Medicina de Goiás informou que o registro médico de Marcelo Arantes foi suspenso e que todas as denúncias são investigadas com sigilo total.
Investigações apontam abuso durante consultas
De acordo com as investigadoras, o médico ganhava a confiança das pacientes antes de abusar delas. Ele realizava consultas em que fazia toques físicos sem consentimento, perguntas inadequadas sobre a vida íntima das mulheres e realizava exames de forma imprópria, como sem o uso de luvas e com perguntas de teor sexual. Em alguns casos, chegou a usar instrumentos médicos de forma incorreta e houve relato de ato sexual oral durante as consultas.
O caso é tratado como estupro de vulnerável, considerando que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade e sob a autoridade do médico na ocasião dos crimes. As delegadas também reforçam que o médico fazia pressão psicológica, pegando o contato pessoal das vítimas para intimidá-las.
