19.5 C
Brasília
domingo, 31/08/2025

General diz que plano de matar Lula e Moraes era uma ideia digital

Brasília
céu limpo
19.5 ° C
19.5 °
15 °
52 %
1.5kmh
0 %
dom
28 °
seg
29 °
ter
28 °
qua
28 °
qui
22 °

Em Brasília

O general Mario Fernandes declarou durante seu depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF) que foi ele o responsável pela elaboração do documento intitulado “Punhal Verde e Amarelo”, que mencionava a eliminação de autoridades, incluindo o ministro do STF Alexandre de Moraes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Contudo, afirmou que tal plano não passava de uma ideia digitalizada.

Mario é acusado na ação penal que investiga uma suposta conspiração golpista para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no cargo. Em seu depoimento ao juiz Rafael Henrique Tamai Rocha, o general explicou que o documento era uma compilação digital de dados, uma reflexão e uma análise de riscos.

“Este arquivo digital representa apenas uma ideia minha que foi digitalizada. Uma coleção de dados, um pensamento, uma análise dos riscos envolvidos. Essa ideia digitalizada não foi compartilhada com mais ninguém”, afirmou. “Posso garantir que, se meu HD fosse analisado, não traria novas informações ao processo. Esse arquivo está completamente fora do contexto”, acrescentou Mario.

Ele continuou frisando que o conteúdo era apenas uma reflexão digital e disse: “Hoje, me arrependo de ter digitalizado aquilo”.

Mario salientou que não compartilhou o conteúdo, sendo algo apenas para seu próprio uso.

Réus do núcleo 2

  • Silvinei Vasques – ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante o governo Bolsonaro;
  • Fernando de Sousa Oliveira – ex-secretário-adjunto da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal;
  • Filipe Garcia Martins Pereira – ex-assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência durante o governo Bolsonaro;
  • Marcelo Costa Câmara – coronel do Exército e ex-assessor do Bolsonaro;
  • Marília Ferreira de Alencar – delegada da Polícia Federal e ex-subsecretária de Segurança Pública do Distrito Federal;
  • Mario Fernandes – general da reserva do Exército, conhecido como “kid preto”.

Os membros do núcleo 2 são acusados de utilizar órgãos públicos, como a Polícia Rodoviária Federal (PRF), para obstruir o acesso dos eleitores aos locais de votação no segundo turno das Eleições de 2022, especialmente no Nordeste, que é a principal base eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorria contra Jair Bolsonaro.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, Silvinei Vasques, Marília e Fernando lideraram o uso das forças policiais para tentar assegurar a permanência indevida de Bolsonaro no poder. Conforme a denúncia, Mario Fernandes foi o responsável por coordenar as ações de monitoramento e neutralização das autoridades públicas, em conjunto com Marcelo Câmara, além de manter diálogo com líderes populares relacionados ao 8 de Janeiro.

Filipe Martins teria a função de auxiliar o ex-presidente no projeto para instaurar estado de sítio no país.

Veja Também