O Governo do Distrito Federal começou a pintar a famosa Ponte JK, que liga o Lago Sul ao centro de Brasília. O trabalho, que custa R$ 2,4 milhões, visa melhorar o visual do local, proteger o patrimônio e aumentar a sensação de segurança.
A empresa Civil Engenharia LTDA iniciou os trabalhos em dezembro de 2025. Primeiro, foi feita a limpeza das superfícies com um jato de água de baixa pressão, seguidas pelo tratamento contra corrosão e conserto de áreas específicas. Hoje, a parte de baixo da ponte está recebendo tinta acrílica aplicada com uma técnica que torna a pintura mais rápida e uniforme, sem desperdícios.
Nas próximas fases, as laterais e os arcos da ponte serão pintados. As partes de metal, incluindo arcos e guarda-corpos, receberão uma tinta especial que protege contra produtos químicos, desgaste e o clima da região.
Há muitos anos, a ponte mostrava sinais de desgaste como ferrugem, tinta desbotada e pichações, o que motivou a restauração. A Novacap, ligada ao GDF, organizou a licitação para este serviço, com previsão de término em abril de 2026. O cronograma pode mudar por causa das chuvas, que dificultam o trabalho ao ar livre.
Segundo Carlos Alberto Spies, diretor de Planejamento e Projetos da Novacap, “a pintura é uma resposta rápida a uma necessidade visível da população, mas há um plano mais complexo de recuperação estrutural”. A revitalização total deverá durar cerca de 150 dias e faz parte de um projeto maior.
Quanto ao trânsito, o acesso de veículos à ponte ainda está aberto. Contudo, com o andamento da obra, fechamentos parciais das faixas de trânsito estão previstos para começar em fevereiro, principalmente à noite, para reduzir os transtornos. Para pintar os arcos, a empresa planeja usar drones, o que pode diminuir o tempo de serviço, o uso de materiais e o impacto no trânsito.
