A ciência deixou de estar só nos laboratórios e a tecnologia está conquistando novos espaços. A inovação virou uma chance para aprender, incluir pessoas e gerar renda. De julho a outubro de 2026, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF) liderou e apoiou ações que facilitaram o acesso ao conhecimento, estimularam novos talentos e fortalecem o ambiente de inovação na capital.
Na área de capacitação, projetos como o Acelera Tech em Samambaia, Digital City em Ceilândia e Santa Maria, e o Plano de Educação Digital em Ceilândia e Núcleo Bandeirante, ofereceram cursos gratuitos. Os temas incluíram inteligência artificial, marketing digital, informática, segurança da informação e produção de conteúdo.
“Nosso objetivo é transformar o Distrito Federal em um polo de talentos tecnológicos, garantindo que a inovação crie empregos, renda e novas oportunidades para a população”, destaca o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino.
O High Tech Course expandiu o ensino online, com aulas sobre programação, desenvolvimento de jogos, empreendedorismo e o mercado digital, atraindo cerca de 2.760 inscritos. O Brasil.IA avançou na qualificação, certificando 714 alunos em quatro regiões administrativas na sua sétima etapa.
Oficinas práticas de tecnologia
O Parque Tecnológico de Robótica de Brasília (PaTeC) voltou a oferecer oficinas de programação, prototipagem, impressão 3D e robótica. O projeto conquistou o primeiro lugar na etapa distrital da Olimpíada Brasileira de Robótica na modalidade Resgate – Nível 2, garantindo vaga na competição nacional. A equipe feminina também foi premiada como “Melhor Escola Pública”.
O calendário científico reuniu estudantes de vários estados na 3ª Jornada de Foguetes do Cerrado, reunindo 55 escolas com lançamentos no Autódromo de Brasília, atividades no Planetário e encerramento na Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Eape). Em Taguatinga, o Circuito de Ciências das Escolas Públicas apresentou cerca de 40 trabalhos científicos, valorizando pesquisas feitas por alunos.
O Planetário de Brasília Luiz Cruls manteve sua função de divulgar a ciência, com sessões de imersão, observação do céu, lançamento de foguetes, palestras sobre exploração espacial e a exposição “Universo Espacial: A Terra é Azul”, que celebrou os 20 anos da Missão Centenário. A programação de férias teve também a 12ª Colônia de Férias, com atividades de astronomia para crianças, e a equipe do espaço foi reconhecida pela qualidade no atendimento ao público.
Nas regiões administrativas, o projeto Ciência na Estrada levou experiências interativas, astronomia, robótica, realidade virtual, jogos e apresentações científicas ao vivo a Vicente Pires, Brazlândia, Arapoanga e Gama. Essas ações aproximaram crianças, jovens e famílias do conhecimento científico de forma prática e divertida.
A presença do conhecimento se estendeu para eventos de jogos digitais, como a Arena Gamer da Feira Nacional da Uva e do Vinho em Planaltina; o Metrópoles Game Festival; o Capital Game Show em Taguatinga; e o Morango Game Experience na festa do Morango em Brazlândia. Essas iniciativas mostraram que os jogos também podem despertar o interesse por programação, criatividade e carreiras tecnológicas.
A inteligência artificial ganhou destaque com a segunda edição do IA nas Escolas, em espaço próximo ao Planetário, atendendo 1,8 mil estudantes da rede pública, e o Biotech XP na Universidade Católica de Brasília, em Ceilândia. As ações juntaram experiências práticas, recursos imersivos e divulgação científica para aproximar o público dessas tecnologias.
A exposição do Conecta Hub, no Planetário, apresentou 256 jogos digitais criados por mais de 1,4 mil estudantes de Paranoá, Ceilândia, Itapoã, Santa Maria e Varjão. Inspirados nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, os jogos mostraram como a programação pode estimular criatividade e soluções para problemas sociais e ambientais.
Inclusão e protagonismo feminino
A inclusão foi foco em diversas ações. A Carreta da Inclusão levou serviços, orientações e tecnologias assistivas a Ceilândia, Riacho Fundo II e Sobradinho. No Gama, o Missão Inclusiva ofereceu atividades educativas e tecnológicas adaptadas para pessoas com deficiência. A Secretaria também incentivou o protagonismo feminino, com projetos como o Empoderei em Planaltina e o Conectadas, que oferece formação e oportunidades para mulheres na área tecnológica.
Em outubro, o Hub Conectadas reuniu 260 meninas e mulheres em atividades de robótica, formação acadêmica, mentorias e preparação para o mercado de trabalho. A ampliação da CIL Online facilitou a comunicação entre pessoas surdas e servidores públicos, com mais pontos de atendimento. O aplicativo Rede de Proteção à Mulher reuniu informações, recursos digitais e ferramentas para segurança, aproximando usuárias dos serviços de proteção disponíveis no Distrito Federal.
Sustentabilidade e planejamento
Projetos voltados para sustentabilidade avançaram com o Reciclotech, que incentivou a coleta, reutilização e destinação correta de resíduos eletrônicos, combinando economia circular e inclusão digital. Até o momento, 3 mil toneladas de resíduos foram processadas, 5.906 computadores recondicionados e doados, e 2.917 pessoas capacitadas.
O projeto O DF Que a Gente Quer reuniu estudos, dados e participação social para ajudar no planejamento a longo prazo do território, envolvendo as 37 regiões administrativas e estudos-piloto em Água Quente e Fercal, com a participação de cerca de 2.500 pessoas. A Secretaria também promoveu um workshop sobre gestão de parcerias para aprimorar conhecimentos em planejamento, transparência, fiscalização e prestação de contas.
Essas ações mostraram como a ciência, tecnologia e inovação podem melhorar a vida das pessoas, desde a infância até o mercado de trabalho, incentivando o empreendedorismo, resposta às necessidades de acessibilidade, e a construção de um Distrito Federal mais inclusivo, sustentável e preparado para o futuro.
Com informações da Secti-DF


