A Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) participou no dia 9 do 1º Encontro da Empregabilidade Feminina na Câmara dos Deputados. Durante o evento, a Assessoria Especial de Empregabilidade para a Mulher apresentou uma palestra a servidores e gestores de contratos sobre a parceria entre a SMDF e a Câmara.
Desde o início da atual gestão, a SMDF tem firmado 14 acordos de cooperação técnica para promover o emprego de mulheres vítimas de violência. Até agora, 365 mulheres receberam emprego formal com acompanhamento de equipes multidisciplinares, incluindo psicólogos, pedagogos e assistentes sociais.
Para a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, a independência financeira é fundamental para que mulheres em situação de violência possam se libertar e recomeçar com dignidade. “Uma mulher com emprego, renda e autonomia financeira tem melhores condições para sair de relações abusivas”, ressaltou.
Os acordos exigem que contratos de serviços contínuos reservem entre 2% e 8% das vagas para mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Em dezembro de 2025, a secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira, e o deputado Carlos Veras, primeiro-secretário da Câmara, assinaram um acordo para garantir pelo menos 2% dessas vagas para mulheres atendidas pela SMDF.
Giselle Ferreira apresentou os principais pontos da política de empregabilidade para mulheres vítimas de violência e destacou os serviços oferecidos pela secretaria. “Este encontro é um passo importante para oferecer mais oportunidades e caminhos novos para as mulheres do Distrito Federal. Violência contra a mulher não é só física ou psicológica, muitas vezes está ligada à dependência financeira. Por isso, nosso trabalho é transformar essa realidade”, afirmou.
Além das mulheres em situação de violência doméstica, os acordos incluem outros grupos vulneráveis, como mulheres em situação de rua, pessoas trans e travestis, quilombolas, indígenas e refugiadas. A iniciativa faz parte das ações do Governo do Distrito Federal para promover a autonomia econômica e fortalecer a rede de proteção às mulheres.
Com informações da SMDF
