Rio, 13 – Um importante passo para o lançamento do programa do governo chamado Gás para Todos foi superado esta semana, segundo apurou o Estadão/Broadcast. As distribuidoras concordaram em vender o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) a preço de atacado, e não no varejo, como inicialmente queriam. O programa deve ser anunciado ainda em agosto, porém com um alcance menor do que o planejado inicialmente.
Antes, o programa atenderia 20,5 milhões de famílias, com seis entregas de GLP ao ano, totalizando 120 milhões de cargas. Agora, a expectativa é que sejam incluídas 68,5 milhões de entregas, beneficiando famílias com duas ou mais pessoas.
Cada família com duas pessoas receberá o equivalente a três botijões de 13 quilos por ano; as com três pessoas, quatro botijões; e as com quatro ou mais pessoas, seis botijões. Em geral, um botijão dura cerca de dois meses para uma família de quatro pessoas.
Outro desafio ainda em discussão é a necessidade das distribuidoras aumentarem a quantidade de botijões disponíveis. Cada botijão de 13 quilos custa cerca de R$ 200, o que exige investimentos altos por parte das distribuidoras.
De acordo com pessoas envolvidas, a volta da Petrobras ao mercado de distribuição de GLP complicou o lançamento do programa. A presidente da empresa, Magda Chambriard, explicou que o retorno ao segmento aconteceu devido ao aumento da margem do negócio, que cresceu 188% entre 2020 e 2023.
A Petrobras tinha saído do mercado de gás de cozinha em 2020, quando vendeu a Liquigás por R$ 4 bilhões para um consórcio formado pela Copagaz, Itaúsa e Nacional Gás.
Especialistas do setor afirmam que, após a saída da estatal, o mercado de GLP se tornou mais competitivo. Porém, alertam que a rentabilidade pode não durar para sempre, o que pode prejudicar os acionistas da Petrobras.