O Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou nesta quarta-feira (8/4) que não teve conversa com o ministro Alexandre de Moraes ou outros membros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a lei Magnitsky aplicada pelos Estados Unidos. Ele ressaltou que mantém uma relação cordial com os ministros do STF.
Durante participação na CPI do Crime Organizado no Senado, Galípolo negou qualquer discussão com Moraes sobre a liquidação do Banco Master e questões relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. Ele destacou que as informações sobre supostas conversas são apenas especulações.
Além disso, Galípolo confirmou que participou de uma reunião no Palácio do Planalto em 4 de dezembro com Daniel Vorcaro. Na ocasião, os acionistas do Banco Master alegaram dificuldades no mercado financeiro, alegando perseguição por parte da concorrência. Segundo o presidente do Banco Central, eles foram encaminhados para os técnicos do Banco Central para tratamento adequado.
Detalhes sobre a lei Magnitsky
O nome do ministro Alexandre de Moraes esteve durante cinco meses na lista de sanções da lei Magnitsky, acusando-o de abusos contra os direitos humanos. O presidente do Banco Central considerou as sanções “inusitadas”, mas tranquilizou dizendo que não há riscos para o sistema financeiro do Brasil.
Participação na CPI
Galípolo compareceu à sessão da CPI do Crime Organizado para esclarecer dúvidas sobre a suposta fraude no Banco Master. Ele participou como convidado, ao contrário de outros que foram convocados e compareceram de forma obrigatória. O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foi convocado, mas não compareceu.
A CPI objetiva investigar a possível atuação irregular de servidores do Banco Central e a ligação de funcionários do sistema financeiro com esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes relacionadas ao Banco Master.

