O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, comentou nesta segunda-feira, 9, que a liquidação do Banco Master trouxe ensinamentos importantes, especialmente sobre a necessidade de criar regras para garantir o equilíbrio entre os recursos e as dívidas de um banco. Em evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo, ele lembrou que a regulação permite que bancos captem recursos com juros acima do CDI, o que não justifica a liquidação da instituição.
Gabriel Galípolo explicou que o maior problema estava nos ativos do banco. Durante o ano passado, o Banco Master enfrentou perda de confiança e dificuldades para captar recursos, o que prejudicou sua liquidez. Ele ressaltou que a dificuldade de captar dinheiro poderia limitar o crescimento, mas não deveria afetar a liquidez ou a solvência do banco.
No fim de 2024, a diretoria de fiscalização do Banco Central convocou a direção do Master para apresentar, em até seis meses, correções relacionadas à liquidez, governança e patrimônio.
Em janeiro de 2025, o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, levantou questionamentos sobre negociações de carteiras de ativos, destacando que a formação de novas carteiras em meio a dificuldades era algo incomum.
Em fevereiro, foi criado um grupo específico para investigar o caso. O Banco Master enviou um parecer inicial de liquidez que não mostrou evidências da existência das carteiras. O diretor de fiscalização foi o primeiro a alertar sobre os problemas.
Estadão Conteúdo.

