O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, comentou que o sigilo de oito anos em relação à liquidação do Banco Master segue normas que estão em vigor desde 2018. Ele afirmou que, apesar das críticas, as regras devem ser respeitadas, e que discussões para possíveis mudanças podem acontecer, mas a lei não pode ser ignorada.
Gabriel Galípolo destacou que no caso do Banco Master é essencial cumprir o procedimento mais rigoroso para evitar qualquer tipo de questionamento futuro.
Durante audiência na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, Galípolo enfatizou que o protocolo deve ser seguido rigorosamente para garantir a transparência e evitar problemas legais.
Ele também ressaltou a importância de manter relações institucionais normais, cumprindo suas responsabilidades legais sem exagerar ou faltar com o dever.
Meta de inflação
Sobre a meta de inflação, Galípolo disse que a equipe do Banco Central apenas cumpre as metas definidas, sem discutir seu formato.
Pix e segurança
Gabriel Galípolo declarou que os problemas de segurança financeira ocorridos em 2025 foram causados por ataques direcionados às instituições financeiras, e não ao sistema Pix em si. Ele explicou que muitos casos envolveram técnicas de engenharia social para burlar a segurança.
Ele comparou que dizer que o sistema Pix foi invadido seria como dizer que o dinheiro do Banco Central foi roubado quando uma agência bancária é assaltada. Nunca houve ataques diretos ao sistema Pix, apenas aos sistemas específicos das instituições financeiras ou de fornecedores terceirizados.
Esses esclarecimentos reforçam o compromisso do Banco Central com a segurança das operações financeiras no país.
Estadão Conteúdo.

