São Paulo, 18 – Após uma reunião realizada em Durban, na África do Sul, os ministros das Finanças e líderes dos bancos centrais do G20 declararam que garantir a estabilidade dos preços é essencial e que isso depende muito da independência das autoridades monetárias. Eles afirmaram que continuarão ajustando suas políticas com base nos dados econômicos para alcançar esse objetivo.
O comunicado foi publicado logo após o encontro que ocorreu entre os dias 17 e 18, sendo o primeiro do grupo nesta área desde outubro do ano passado, antes da eleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O documento destaca também que as instituições financeiras internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), precisam de reformas significativas para se manterem eficazes e relevantes. O G20 também reafirmou a importância de fortalecer a cooperação internacional para enfrentar os desafios da economia global.
Cooperação Global e Organização Mundial do Comércio
Os membros do G20 ressaltaram o papel chave da OMC nas regras do comércio mundial e destacaram que a organização enfrenta desafios que requerem mudanças importantes para melhorar seu funcionamento e adaptá-la às demandas atuais do comércio internacional.
Fundo Monetário Internacional
O grupo reafirmou seu compromisso com um Fundo Monetário Internacional forte, com recursos adequados e baseado em cotas mais justas que reflitam a posição econômica atual dos países membros, principalmente protegendo os países mais pobres. Eles reconheceram que as reformas deverão ocorrer gradualmente, exigindo consenso entre os membros.
Reforma Tributária Global
O G20 frisou a importância de abordar questões relacionadas à implementação de impostos mínimos globais para evitar desigualdades e garantir condições justas para todos. O grupo se comprometeu a discutir de forma construtiva os desafios tributários vinculados, por exemplo, à economia digital, buscando soluções equilibradas e práticas que beneficiem a todos.
Este comunicado reflete o esforço do G20 em promover estabilidade econômica, cooperação internacional e reformas necessárias para enfrentar os desafios atuais do cenário financeiro mundial.
Estadão Conteúdo