Goiânia – O Frigorífico Goiás está enfrentando um processo judicial por suposta publicidade discriminatória contra clientes com opiniões políticas diferentes. A ação, movida pelo Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec-GO), pede uma indenização de 500 mil reais alegando que o frigorífico excluiu clientes com base em suas convicções político-partidárias.
O Ibedec-GO destaca que o frigorífico fez várias publicações controversas, incluindo anúncios com frases ofensivas a um grupo político e vídeos com símbolos ameaçadores. O instituto afirma que tais publicidades ultrapassam a mera opinião e configuram uma prática comercial que causa danos morais coletivos.
Histórico da controvérsia
- O caso começou no final do ano passado, quando um deputado apresentou uma denúncia ao Ministério Público do Estado de Goiás.
- O frigorífico frequentemente utiliza as redes sociais para promover seus produtos com mensagens que mencionam termos relacionados ao debate político local.
- Em uma publicação, o frigorífico comparou o tamanho de um camarão a algo pejorativo, o que gerou condenação judicial no começo do ano, com multa de 130 mil reais.
- Após a condenação, o frigorífico substituiu os cartazes por outras mensagens que, segundo o processo atual, continuaram a promover conteúdo discriminatório.
O Ibedec-GO também solicitou que as publicações ofensivas sejam removidas das redes sociais sob pena de multa diária. Entretanto, a juíza responsável pelo caso não aceitou inicialmente essa solicitação, alegando falta de provas concretas dos conteúdos que deveriam ser retirados.
Ela deu um prazo para que o instituto forneça links específicos e laudos técnicos que comprovem a autenticidade das publicações. Enquanto isso, o frigorífico e sua defesa afirmam não ter sido oficialmente notificados e que tomarão as medidas cabíveis quando houver a comunicação formal.
Reação do influenciador
Um dos vídeos citados na ação apresenta o influenciador Danilo Faria, que aparece com uma arma na cintura dentro do estabelecimento. Ele manifestou indignação nas redes sociais, afirmando que a acusação representa uma perseguição e que o proprietário do comércio deve ter liberdade para atender quem quiser.

