O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que a Noruega vai receber proteção com armas nucleares francesas após entrar no programa de dissuasão avançada do país. Essa decisão aumenta a militarização na Europa e foi divulgada em 27 de maio.
A ação foi oficializada depois da visita do primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, a Paris.
“Diante das ameaças em nosso continente e além, os europeus precisam ser mais fortes e mais independentes”, escreveu Macron na rede social X. “Nossa parceria reforçada mostra exatamente isso”.
Em março deste ano, Macron anunciou mudanças importantes na estratégia nuclear da França, junto com o aumento do estoque de armas nucleares do país.
Antes, o arsenal nuclear francês era usado só para defender os interesses da França. Agora, com o programa de “dissuasão avançada”, a França protege outros países europeus. Além da Noruega, países como Alemanha, Polônia, Itália, Espanha, Bélgica, Holanda, Dinamarca e Romênia já contam com essa proteção.
Na prática, esses países podem receber ajuda das forças aéreas estratégicas francesas e participar de exercícios nucleares organizados pela França.
Desde o começo da guerra entre Rússia e Ucrânia, Macron tem sido um defensor da união dos países europeus para aumentar a capacidade militar da região.
Em 2024, ele pediu que a segurança da Europa não dependa somente dos Estados Unidos — que na época tinham uma relação forte com as nações europeias, antes da volta de Donald Trump à presidência dos EUA, o que trouxe incertezas para essa aliança.
Principais países com armas nucleares
A França é um dos nove países que possuem armas atômicas, com cerca de 290 ogivas nucleares, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (SIPRI).
Além da França, outros países com arsenais nucleares incluem Rússia, Estados Unidos, China, Reino Unido, Paquistão, Índia, Coreia do Norte e Israel (este último de forma não oficial).
