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terça-feira, 13/01/2026

França vai abrir consulado na Groenlândia por causa da disputa com os EUA

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França vai começar em fevereiro a instalação de um consulado geral na Groenlândia, com a abertura prevista para antes de julho. A medida visa reforçar o apoio ao território autônomo do Reino da Dinamarca em um cenário geopolítico tenso, marcado pelo interesse crescente dos Estados Unidos na região.

O anúncio do consulado foi feito após promessa do presidente Emmanuel Macron durante visita à ilha em junho de 2025. O consulado terá amplas funções, incluindo assistência à população francesa, apoio a pesquisadores que atuam na Groenlândia e facilitação da cooperação com autoridades locais.

Além disso, o consulado apoiará empresas francesas interessadas em investir na região, especialmente em projetos como exploração mineral e energia hidrelétrica, incentivando também pesquisas ambientais e estudos sobre mudanças climáticas com os groenlandeses.

Importância estratégica da Groenlândia

A Groenlândia possui vastas reservas de minérios valiosos como urânio, lítio, zinco, cobre e níquel, além de grandes estoques de petróleo ainda não explorados, valorizando-a estrategicamente no cenário internacional.

A iniciativa francesa acontece em meio à insistente intenção dos Estados Unidos, expressa pelo então presidente Donald Trump, de ter maior controle sobre a Groenlândia. Essa movimentação demonstra o claro apoio francês à soberania da Groenlândia e da Dinamarca.

Envolvimento da França no Ártico

A abertura do consulado geral inclui a França no jogo estratégico do Ártico, onde potências como Rússia, Estados Unidos, China e Canadá disputam influência sobre rotas marítimas e recursos naturais.

Atualmente, cerca de 15 países possuem alguma representação consular na Groenlândia, na maioria consulados honorários. A criação do consulado geral francês indica um compromisso mais significativo e uma presença diplomática consolidada na região.

Presença americana na Groenlândia

A Groenlândia tem sido um ponto-chave geopolítico desde a Guerra Fria, com a base aérea americana de Thulé, hoje conhecida como Pituffik Space Base, fundamental para o controle do Ártico.

Apesar de tentativas repetidas dos Estados Unidos de comprar a Groenlândia da Dinamarca, o território permanece soberano dinamarquês, sendo um símbolo nacional e cultural importante para aquele país.

A França, portanto, reforça sua posição no cenário do Ártico, acompanhando o movimento internacional para manter influência em um território estratégico que promete ser crucial para o futuro global.

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