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domingo, 25/01/2026

Forças armadas entram em alerta máximo após captura de Maduro

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O ministro da Defesa da Venezuela, general Vladimir Padrino López, manifestou neste sábado (3/1) seu repúdio aos ataques realizados pelos Estados Unidos em várias regiões do país e comunicou a mobilização completa das forças militares para proteger o território venezuelano.

Na sequência dessa ação, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi detido por tropas norte-americanas.

Em seu pronunciamento, Padrino López qualificou o ataque como uma “ação militar criminosa” e destacou que as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) estão empregando todos os recursos para responder a essa agressão.

Ele detalhou que os ataques atingiram bases militares e áreas urbanas, incluindo o complexo de Fort Tiuna, em Caracas, bem como localidades nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

De acordo com o ministro, mísseis e foguetes foram lançados a partir de helicópteros de combate americanos durante a madrugada. Ainda estão sendo levantadas informações sobre vítimas, mas já há registros de civis feridos em zonas residenciais.

“Esta invasão constitui a maior agressão já sofrida pelo país”, declarou Padrino López.

Foi decretado estado de comoção externa por toda a Venezuela, fundamentado na Constituição e na legislação de segurança nacional.

Com essa medida, as FANB ativaram estado de prontidão operacional, mobilizando forças terrestres, aéreas, navais, fluviais e de defesa mísseis.

O governo explicou que essa resposta envolve coordenação entre forças militares, policiais e grupos populares, englobada numa “fusão popular-militar-policial” para proteger integralmente o país.

Padrino López rechaçou a presença de tropas estrangeiras e afirmou que o ataque não está relacionado ao combate ao narcotráfico, como alegado pelos EUA, mas sim a interesses estratégicos e à tentativa de forçar uma mudança de governo.

Ele ainda pediu à comunidade internacional e aos organismos multilaterais que repudiassem essa violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional.

O governo venezuelano declarou estado de emergência nacional e afirmou não ter informações sobre o paradeiro do líder chavista.

A vice-presidente, Delcy Rodríguez, exigiu uma comprovação imediata de vida do presidente e de sua esposa, responsabilizando os EUA por mortes de civis e militares durante os ataques.

Essa crise intensifica a tensão entre Washington e Caracas, que já vinha crescendo nos últimos meses devido a sanções, acusações de tráfico de drogas e maior presença militar dos EUA na América Latina e no Caribe.

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