A Fontana di Trevi, um dos principais símbolos turísticos de Roma e da Itália, passará a exigir o pagamento de ingresso para visitantes estrangeiros a partir de 7 de janeiro de 2026. O preço estipulado é de 2 euros por pessoa, aproximadamente R$ 12 na cotação atual. Os moradores da capital italiana continuarão a ter entrada livre no local.
A decisão foi tomada pela administração municipal como medida para controlar a grande quantidade de turistas e assegurar a conservação da fonte tardo-barroca, reconhecida como a mais famosa da cidade. Atualmente, o local já opera com restrição de público e somente 400 pessoas podem estar simultaneamente na área, sob vigilância de equipes que organizam o fluxo.
O modelo de acesso dividirá turistas e moradores, aceitando também pagamentos via cartão de crédito. Essa iniciativa segue o exemplo do Pantheon, outro monumento de Roma que começou a cobrar entrada em 2023, obtendo receita milionária ao longo desse período.
Crescimento do turismo
Somente no primeiro semestre deste ano, a Fontana di Trevi recebeu mais de 5,3 milhões de visitantes, uma quantidade maior do que a de muitos outros pontos históricos da Itália em todo um ano. A prefeitura estima que essa cobrança possa render até 20 milhões de euros por ano, que serão investidos na preservação do patrimônio histórico e na melhoria dos serviços turísticos.
O governo italiano apoia a proposta, que visa organizar o fluxo turístico e evitar a deterioração de áreas emblemáticas da capital.
Além de proteger a Fontana di Trevi, os recursos arrecadados poderão ser aplicados em projetos maiores, como reformas de monumentos, melhorias urbanas e investimentos no transporte público, fortalecendo a meta de tornar o turismo em Roma mais sustentável.
