O Ministério da Saúde da Palestina, administrado pelo Hamas, divulgou nesta quarta-feira (23/7) um relatório sobre as mortes causadas pela fome na Faixa de Gaza. Nas últimas 24 horas, 10 pessoas faleceram devido à fome e à desnutrição, elevando o número total de vítimas para 111.
Essas fatalidades acontecem durante uma crise grave na entrega de ajuda humanitária, agravada pelos bloqueios impostos por Israel na região.
Fome em Gaza
A crise alimentar na Faixa de Gaza tem se intensificado, enquanto Israel enfrenta uma pressão crescente da comunidade internacional para permitir a entrada de ajuda humanitária.
O Ministério da Saúde da Palestina reporta que desde o começo do conflito em Gaza, em outubro de 2023, 111 palestinos sucumbiram à fome.
A desnutrição atingiu níveis críticos no território, em meio à guerra. A Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que a entrada de suprimentos humanitários continua severamente restrita na região cercada.
Além disso, 534 palestinos feridos foram atendidos em hospitais da Faixa de Gaza nas últimas 24 horas.
“Há ainda um número de vítimas sob os escombros e nas ruas, inacessíveis às equipes de resgate e defesa civil até o momento”, informou o ministério palestino.
Na terça-feira (22/7), o órgão declarou que “enquanto o cerco impõe a fome sobre a população de Gaza, os trabalhadores humanitários se veem forçados a enfrentar as mesmas filas por alimentos, correndo o risco de serem alvejados tentando alimentar suas famílias”.
Emergência alimentar em Gaza
Mais de cem entidades humanitárias emitiram alertas sobre a grave crise de fome que assola a população na Faixa de Gaza, no meio da ofensiva de Israel. De acordo com o Ministério da Saúde local, o território enfrenta uma escassez aguda de alimentos e graves casos de desnutrição, consequência dos conflitos entre Israel e o Hamas.