O governo da Flórida, Estados Unidos, iniciou uma investigação para verificar se o serviço de inteligência artificial ChatGPT contribuiu para um ataque a tiros ocorrido no país. No ano passado, um atirador abriu fogo na Universidade Estadual da Flórida, resultando em duas mortes e seis pessoas feridas.
Promotores analisam mensagens trocadas entre o ChatGPT, da OpenAI, e o suspeito. Detalhes dessa comunicação não foram revelados.
O procurador-geral do estado, James Uthmeier, declarou que, se o ChatGPT fosse uma pessoa, poderia enfrentar acusações de homicídio.
A legislação da Flórida considera cúmplice quem ajuda, orienta ou incentiva alguém a cometer um crime, responsabilizando-o da mesma forma que o autor.
Um representante da OpenAI afirmou que o ataque é uma tragédia, mas negou qualquer responsabilidade do ChatGPT, explicando que o serviço responde com informações públicas e não incentiva atividades ilegais.
A OpenAI identificou a conta do ChatGPT ligada ao suspeito e notificou a polícia após o ocorrido.
Suspeito tem ligação policial
O ataque foi cometido pelo filho de uma policial local, usando a arma antiga dela. O suspeito, Phoenix Ikner, atirou contra estudantes no campus antes de ser ferido pela polícia. Ele foi hospitalizado com ferimentos graves, mas sem risco à vida.
O xerife do condado de Leon, Walt McNeil, informou que Ikner era aluno da universidade e filho de uma funcionária respeitada do seu departamento, com 18 anos de serviço. Ele também participava de programas de treinamento, o que explicaria seu acesso a armas.
Os ataques a tiros em massa são comuns nos Estados Unidos, onde o direito de portar armas enfrenta debates sobre regulamentação.
