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sexta-feira, 06/02/2026

Flores do cerrado ajuda pessoas a superar a depressão e crescer

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Miriam Bezerra, 59 anos, mora em Ceilândia, DF, e entrou para o projeto social Flores do Cerrado em 2024. Desde os 12 anos, tinha interesse em costura.

Ela decidiu se inscrever no curso durante um momento difícil da vida, pois havia perdido a mãe e estava sem trabalho.

Mesmo triste e deprimida, viu um post no Instagram falando do curso de Corte, Costura e Bordado do projeto Flores do Cerrado, que ocorre anualmente no Distrito Federal. “Não pensei duas vezes antes de me inscrever e tive a felicidade de ser selecionada. Minha vida mudou muito depois disso”, conta.

Durante as aulas, Miriam descobriu um talento que achava que estava adormecido. Fez vários itens como prendedores de cabelo, panos de prato e bolsas, e começou a vender suas obras, abrindo novas oportunidades.

Logo após entrar no projeto, recebeu a chance de ser auxiliar de costura e agarrou essa oportunidade. Isso deu a força que precisava para seguir em frente.

Mais tarde, Miriam virou professora e atualmente ensina 20 alunos. Ela agradece a todos do projeto por transformar vidas.

O Flores do Cerrado já ajudou muitas mulheres de várias regiões do DF, incluindo Sol Nascente, Estrutural, Brazlândia, São Sebastião, Varjão, Samambaia e Taguatinga.

Este ano, 20 vagas foram disponibilizadas para aulas à tarde, de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h.

O curso de costura começou em 26/01 e vai até 13/02, enquanto o de bordado iniciará em 23/02 com término em 27/02.

Uma decisão que mudou vidas

Leudenir Ferreira, 66 anos, de Estrutural (DF), também lutava contra uma forte depressão.

Antes de conhecer o Flores do Cerrado, ficava semanas sem sair ou conversar bem com seus filhos.

Um dia, encontrou uma amiga na padaria que sugeriu que ela se inscrevesse no projeto para aprender costura, corte e bordado.

No começo, Leudenir hesitou, mas depois decidiu conhecer as aulas.

Durante as primeiras aulas, teve uma crise, mas o professor Toni Regis a apoiou e não a deixou desistir.

Logo ela voltou para as aulas e se dedicou tanto que a tristeza que sentia desapareceu. Ela afirma que o projeto realmente transforma vidas.

Leudenir agora é professora e já ajudou outras alunas a conseguir trabalhos para fazer uniformes hospitalares. Ela prefere continuar no projeto, que se tornou muito importante para ela.

Ela agradece a todos que a incentivaram, especialmente Toni e Fábio.

Impacto do projeto

Mais de 400 mulheres já tiveram suas vidas mudadas pelo Flores do Cerrado, aprendendo empreendedorismo, costura, artesanato e bordado.

O curso fornece todo o material, incluindo máquinas e tecidos, e oferece um espaço com monitores para cuidar das crianças das participantes durante as aulas.

O objetivo é capacitar e ajudar mulheres com baixa renda a entrar no mercado de trabalho, promovendo a inclusão social e autonomia.

Fábio Barrera, fundador do projeto, destaca que o Flores do Cerrado vai além da capacitação técnica, é também uma motivação para as mulheres acreditarem nelas mesmas.

O lema do projeto é “A arte de transformar”, pois busca que as alunas sejam agentes de mudanças em suas vidas, promovendo saúde mental, acolhimento e boas relações.

O Flores do Cerrado é uma ação da Comissão Especial de Direitos Humanos, com apoio do Ministério da Cultura.

Informações do curso

Projeto social: Flores do Cerrado
Duração do curso: 26/01 a 13/02 (Costura) e 23/02 a 27/02 (Bordado)
Local: Centro de Convivência COSE – Bernardo Sayão, QNM 36/38 AE, M Norte, Taguatinga – DF
Horário: 14h às 18h
Custo: totalmente grátis

Para saber mais sobre o progresso do curso, acesse o Instagram: @floresdocerrado.df

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